O Governo de Santa Fé interveio no departamento 9 de Julho para parar a desflorestação ilegal de quase 50 hectares de floresta nativa de máxima conservação prioritária.
A empresa responsável, que também havia iniciado obras sem as devidas autorizações ambientais, foi denunciada penalmente e o terreno foi fechado.
Uma empresa desflorestou uma área protegida e começou a construir sem a aprovação obrigatória de seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
Ao constatar a infração, o Ministério de Ambiente e Mudanças Climáticas da Província de Santa Fé ordenou a paralisação imediata do desmatamento, fechou o terreno, interrompeu o empreendimento e apresentou uma denúncia formal à Justiça.
“Não se pode instalar uma indústria sem gerir as permissões exigidas pela província, nem agir sem responsabilidade ambiental. Quando as regras são quebradas, há consequências. Em Santa Fé, promovemos a produção e o trabalho, mas sempre dentro do enquadramento da lei”, afirmou o ministro de Ambiente e Mudanças Climáticas, Enrique Estévez.
A detecção e a resposta institucional na conservação prioritária
O caso veio à tona graças a uma notificação do Sistema Nacional de Alerta Precoce de Desmatamento. Com base nessa alerta, o Ministério iniciou ações que permitiram identificar a empresa Algoservicio S.A., dedicada ao desmatamento de algodão, como a proprietária do terreno.
Durante o processo, a própria empresa admitiu ter desmatado 47,5 hectares e iniciado obras para uma fábrica de algodão sem as devidas autorizações ambientais. Após as verificações necessárias, a província decidiu judicializar o caso.
A sanção foi o resultado de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Biodiversidade, que atuou no âmbito da Lei Provincial de Florestas Nativas, e a Secretaria de Ambiente, que constatou a construção sem o Estudo de Impacto Ambiental, uma ferramenta fundamental para avaliar riscos e garantir um desenvolvimento sustentável.
Uma medida cautelar ordena a proibição total de atividades
A denúncia do Ministério impulsionou a Procuradoria Geral da Corte Suprema de Justiça de Santa Fé a promover uma ação de amparo coletivo ambiental contra a empresa. No âmbito dessa causa, o Juízo de Distrito Civil, Comercial e Trabalhista de Tostado emitiu uma medida cautelar que ordena:
- A proibição total de qualquer tipo de intervenção na floresta nativa localizada no distrito de Logroño, departamento 9 de Julho.
- O retirada imediata de toda a maquinaria e materiais de construção presentes no terreno sem autorização.
- A empresa deve se abster de realizar futuras ações na área, pois se trata de uma área classificada como Categoria I – Zona Vermelha pela Lei Provincial Nº 13.372, conferindo-lhe o máximo valor de conservação.
A proteção da floresta de conservação prioritária como política de estado
Este caso destaca a importância da Lei Nacional de Florestas (Nº 26.331), que protege os ecossistemas mais valiosos do país. “A proteção da floresta nativa de conservação prioritária não é um capricho: é cuidar da biodiversidade, da água, dos solos e da vida das gerações futuras. Em Santa Fé, apostamos numa produção sustentável que olha para o futuro“, acrescentou o ministro Estévez.
Cuidar das florestas nativas é um dever legal e moral, e também uma estratégia produtiva a longo prazo. Manter a cobertura vegetal protege os solos da erosão, conserva a fertilidade agrícola, protege a água e mitiga os efeitos das mudanças climáticas.
O Governo de Santa Fé reafirma que o cuidado com o ambiente e o cumprimento da lei são condições inegociáveis para uma produção que seja motor de desenvolvimento humano, sem hipotecar o futuro.
Como funciona o sistema de alerta precoce de desmatamento
Este sistema é uma ferramenta fundamental para a proteção ambiental na Argentina.
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