Num marco verdadeiramente histórico para a conservação da fauna nativa, o ocelote está de volta a Corrientes. De mãos dadas com a Fundación Rewilding Argentina, foi concretizada a reintrodução de um exemplar deste felino no Parque Nacional Iberá.
Este animal manchado, que havia desaparecido de grande parte da província devido à perda de seu habitat e à caça, retorna para restaurar o equilíbrio do ecossistema.
Como é o ocelote e o caso de “Pelusa”
O ocelote, um caçador oportunista que se alimenta de roedores, coelhos e aves, entre outras espécies, desempenha um papel vital no controle das populações de suas presas. Sua reaparição nos Esteros del Iberá é um passo fundamental para a saúde e funcionalidade do ecossistema.
Como é o ocelote, que havia desaparecido de Corrientes. (Foto: Wikipedia).
Neste caso, a jovem ocelote, chamada “Pelusa”, foi liberada após três anos de preparação. Para monitorar sua adaptação e movimentos em liberdade, foi colocado um colar com GPS e VHF. Este dispositivo permite obter dados valiosos sobre seu comportamento, suas áreas de caça e o uso do território.
Além disso, câmeras de armadilha instaladas estrategicamente pela Fundación fornecem informações visuais sobre suas interações e atividades, contribuindo para o sucesso deste programa de recuperação.
A reintrodução deste predador chave não apenas simboliza a luta pela conservação de espécies em perigo, mas também representa um grande avanço para o projeto de revitalização dos ecossistemas naturais da Argentina.
Onde o ocelote habita e por que sua população diminuiu
Presente desde o sul dos Estados Unidos, oeste e leste do México até a América do Sul. Está em todos os países da América Central continental, no norte e nordeste da Argentina e do Paraguai.
É uma espécie terrestre, mas também arborícola, e de comportamento noturno e crepuscular. São animais cripticos, simpátricos, territoriais, predadores oportunistas e solitários.
Onde o ocelote habita. (Foto: Wikipedia).
Atualmente, desapareceu de grande parte da província de Corrientes, incluindo os Esteros del Iberá, principalmente por duas razões:
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Caça indiscriminada: historicamente, o ocelote foi uma espécie muito perseguida pelo valor de sua pele. Seu pelo, com manchas alongadas e uma coloração atraente, era muito demandado no mercado ilegal para a fabricação de casacos e outros artigos de luxo.
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Destruição e fragmentação de seu habitat: a transformação dos ecossistemas naturais para a agricultura, pecuária e desenvolvimento urbano provocou uma perda massiva da densa vegetação de que dependem os ocelotes. Ao destruir seu habitat natural, também desaparecem suas fontes de alimento e os locais onde se refugiam, se reproduzem e criam seus filhotes.



