A engenhosa invenção de uma jovem de 17 anos contra a poluição: de escamas de peixe a plástico biodegradável

Uma jovem de 17 anos surpreende o mundo com uma invenção sustentável inovadora: um plástico biodegradável feito com escamas de peixe, um resíduo que habitualmente acaba no lixo.

Esta invenção não só oferece uma alternativa aos plásticos derivados do petróleo, mas também ajuda a reduzir a poluição ambiental.

De escamas de peixe a plástico biodegradável: a engenhosa invenção de uma jovem

A novidade foi desenvolvida pela jovem americana Jacqueline Prawira, que conseguiu criar vários produtos a partir dos resíduos que a venda de peixe produz.

Seu objetivo é encontrar soluções mais respeitosas com o meio ambiente em um planeta onde apenas o ser humano gera resíduos poluentes.

O plástico biodegradável a partir de escamas de peixe que Prawira desenvolveu se apresenta como filmes finos e transparentes.

Estes são pensados para aplicações de uso único, como sacolas de supermercado, embalagens ou talheres descartáveis.

Preocupa os níveis de mercúrio presentes nos peixes de consumo da Amazônia colombiana. Foto: Pixabay.
O plástico biodegradável a partir de escamas de peixe que Prawira desenvolveu se apresenta como filmes finos e transparentes.

Em uma entrevista para a CBS, a jovem mostrou os produtos criados com escamas de peixe: sacolas, embalagens e utensílios.

Todos esses artigos podem substituir os plásticos convencionais derivados do petróleo no uso diário.

O novo material não só provém de resíduos reutilizados, mas também evita poluir a natureza.

“Se forem depositados em compostagem, se degradam por si só de forma natural sem necessidade de muita ajuda externa, se é que precisam”, afirma Prawira.

Absorção de metais pesados: o outro papel chave das escamas de peixe que Prawira descobriu

Além do plástico biodegradável, a pesquisadora também criou um composto à base desses subprodutos de peixe.

Ainda no ensino médio, a jovem descobriu que o colágeno e os sais de cálcio presentes nas escamas atuam como um ímã para a poluição por metais pesados.

Estes são capturados para poder reciclá-los mais tarde.

Assim, inventou Cyclo.Cloud, uma solução que utiliza resíduos de peixe para adsorver até 82% dos metais pesados presentes nas águas residuais contaminadas.

O objetivo deste desenvolvimento é prevenir a contaminação de alimentos e do meio ambiente.

Plástico fabricado a base de escamas de peixe. FONTE MIT-Jacqueline Prawira - Omicrono.
Plástico fabricado a base de escamas de peixe. FONTE MIT-Jacqueline Prawira – Omicrono.

A promissora carreira de Prawira

Prawira conseguiu desenvolver este último projeto no âmbito do programa Rise, que “apoia jovens promissores e lhes oferece oportunidades para colaborar e contribuir para o bem-estar dos outros”.

Por esta última invenção, em 2021 Prawira publicou seu primeiro trabalho de pesquisa e já recebeu prêmios de entidades prestigiosas como Broadcom MASTERS, ISEF, National JSHS e a EPA.

Atualmente, Prawira estuda no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, por suas siglas em inglês).

De lá, “busca construir um mundo sustentável através do desenvolvimento de uma economia circular e da reciclagem criativa de resíduos”.

O projeto de bioplástico nacional do CONICET

A comunidade científica encontra constantemente novas alternativas ao plástico convencional.

Entre os milhões de resíduos que as pessoas produzem ao ano, os pesquisadores buscam soluções inovadoras.

Neste contexto, um projeto recente do CONICET segue este caminho com uma marca nacional.

O estudo desenvolve “polímeros que são obtidos de fontes naturais, que são renováveis e biodegradáveis“, detalharam da entidade.

Estes polímeros naturais são encontrados em frutas, paredes celulares vegetais e algumas estruturas animais.

Procura-se que estes “tenham a mesma função que os plásticos que hoje encontramos tanto em embalagens alimentares como na indústria agrícola de produção de alimentos”.

Trata-se de compostos orgânicos de alto peso molecular que oferecem propriedades similares aos plásticos convencionais, mas sem impacto ambiental negativo.

Esses avanços demonstram que os resíduos orgânicos podem se transformar em materiais úteis e sustentáveis, reduzindo a dependência do petróleo e a poluição ambiental.

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