A nova normativa que é a Lei Empatia integra o respeito pelos seres sencientes nos currículos escolares de ensino fundamental e médio para fomentar uma cultura de cuidado e responsabilidade.
Em um avanço legislativo histórico para o bem-estar da fauna, o Congresso da República sancionou a denominada Lei Empatia na Colômbia, uma iniciativa que transforma o modelo pedagógico nacional ao incluir a proteção e o respeito pelos animais como um eixo transversal na educação básica.
Esta lei busca que as instituições educativas, tanto públicas quanto privadas, formem as novas gerações sob princípios de sensibilidade e convivência ética com todas as espécies.
O projeto, que recebeu um apoio majoritário nas câmaras legislativas, estabelece que os conteúdos relacionados com o bem-estar animal não sejam simplesmente oficinas isoladas, mas que se integrem de maneira formal nos planos de estudo.
A normativa responde à necessidade de reduzir os índices de maus-tratos no país através da prevenção e do ensino da posse responsável desde a infância.
Eixos centrais da formação pedagógica
A implementação da Lei Empatia na Colômbia delega ao Ministério da Educação e ao Ministério do Meio Ambiente a tarefa de desenhar as diretrizes curriculares que deverão seguir os centros de ensino.
Entre os pilares fundamentais desta reforma educativa encontram-se:
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Reconhecimento da senciência: Instruir os alunos sobre a capacidade dos animais de sentir dor e emoções.
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Posse responsável: Capacitar sobre os cuidados básicos e as obrigações legais que envolvem conviver com animais de estimação.
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Consciência ambiental: Vincular a proteção da fauna silvestre com a preservação dos ecossistemas locais.
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Prevenção da violência: Promover a ideia de que o respeito aos animais é um passo fundamental para construir uma sociedade menos violenta entre os seres humanos.
Impacto social e projeções da norma
Os promotores da lei destacaram que este é um passo necessário para evoluir em direção a uma sociedade civilizada que reconheça os direitos dos animais.
Com a entrada em vigor da Lei Empatia, espera-se que no médio prazo diminuam os casos de abandono e crueldade animal, ao mesmo tempo em que se fortalece a empatia como valor cidadão essencial.
O Governo nacional deverá agora iniciar o processo de regulamentação para que as escolas comecem a adequação de seus currículos, assegurando que os docentes contem com as ferramentas necessárias para impartir esses novos conhecimentos de maneira efetiva e didática.




