Um novo engenheiro da UNNE projeta uma usina solar em Santa Catalina Corrientes para abastecer 5.400 lares

Através de sua tese de graduação, o recém-formado engenheiro Tomás Luque Varela analisou a viabilidade de um parque fotovoltaico de 20 MW que busca transformar a matriz energética regional mediante o uso de tecnologia de ponta.

A transição para fontes de energia limpa ganha um novo apoio acadêmico e técnico no nordeste argentino. Recentemente, o novo engenheiro eletromecânico da Universidade Nacional do Nordeste (UNNE), Tomás Luque Varela, apresentou um estudo exaustivo de viabilidade para a instalação de uma planta solar em Santa Catalina Corrientes.

O projeto, que serviu como seu trabalho final de curso, propõe uma central capaz de injetar 32,5 GWh anuais no sistema elétrico, o que representaria o consumo médio de cerca de 5.400 famílias.

Sob a tutoria do Dr. Ing. Luis Vera, referência em energias renováveis da província, a pesquisa intitulada “Análise Técnico-Econômica e otimização do LCOE de uma Planta Fotovoltaica de 20 MW em Santa Catalina” aprofunda no aproveitamento do recurso solar correntino.

Este desenvolvimento está alinhado com a adjudicação prévia da Secretaria de Energia no âmbito da convocatória nacional RenMDI, orientada a descentralizar a geração elétrica e reduzir a pegada de carbono.

plano planta solar

Inovação técnica e eficiência operacional

Um dos pilares do design apresentado por Luque Varela é a implementação de 31.200 painéis bifaciais de 640 Wp. Ao contrário dos módulos tradicionais, estes captam radiação por ambas as faces, maximizando o rendimento.

O sistema é complementado com seguidores solares a um eixo, uma tecnologia que permite aos painéis “seguir” o percurso do sol, otimizando a captação de energia durante todo o dia.

Em sua comparação técnica, o engenheiro demonstrou que a configuração com seguidores solares supera amplamente as estruturas fixas em termos de produção anual e redução do custo nivelado da energia (LCOE).

O equipamento é completado com 54 inversores de alta potência e três estações transformadoras, garantindo uma infraestrutura robusta para a zona de Santa Catalina.

Impacto econômico e ambiental em Corrientes

A relevância desta planta solar em Santa Catalina Corrientes transcende o acadêmico. O estudo revela que a província possui níveis de irradiância ótimos e terrenos com topografia favorável para este tipo de empreendimentos.

Além disso, a análise financeira destaca uma otimização do CAPEX (investimento inicial) mediante um design eficiente da fiação e a seleção estratégica de componentes, o que torna o projeto altamente competitivo.

Desde a perspectiva ecológica, a proposta obteve uma classificação de baixo impacto ambiental (NCA 13). Sendo uma fonte de geração silenciosa, que não consome água nem emite gases poluentes, integra-se de maneira harmônica com o plano de desenvolvimento do polo industrial e residencial de Santa Catalina.

Com este aporte, busca-se cumprir com as metas da Lei 27.191, que aspira que 20% da demanda elétrica nacional seja coberta por fontes renováveis.

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