Na cidade de Rosario, observa-se uma tendência crescente no uso de veículos elétricos como meio de transporte cotidiano. A proliferação de patinetes, bicicletas assistidas e motos a bateria é cada vez mais evidente na paisagem urbana, especialmente para deslocamentos de curta e média distância vinculados à jornada de trabalho.
Veículos elétricos, uma mudança na mobilidade urbana
O que antes era percebido como uma novidade ou um brinquedo tecnológico, hoje se consolidou como uma ferramenta de mobilidade real.
Segundo especialistas e comerciantes do setor, o perfil do usuário se massificou notavelmente. Embora no início o público principal fosse jovens menores de 30 anos, atualmente o alcance se estendeu a pessoas entre 20 e 50 anos que buscam uma alternativa eficiente para evitar o trânsito e os problemas de estacionamento.
A secretária de Mobilidade de Rosario, Nerina Manganelli, aponta que esses dispositivos permitem uma melhor convivência na via pública devido ao seu tamanho reduzido e seu baixo impacto ambiental.
Além disso, destaca-se que seu uso permite chegar ao destino com tempos previsíveis, algo muito valorizado por aqueles que precisam cumprir horários de escritório ou compromissos na área central.
Normativas e segurança viária
Para regular essa nova realidade, Rosario conta com a ordem Nº 10.110 (sancionada no final de 2020), a qual estabelece regras claras para a circulação de patinetes elétricos. Entre os principais pontos da normativa estão:
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A obrigação de circular exclusivamente por ciclovias ou ciclofaixas.
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A rede dessas vias protegidas já alcança os 205 quilômetros na cidade.
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É proibida a circulação por avenidas (onde não há faixa exclusiva) e pela Avenida de Circunvalação, dado que esses veículos têm uma velocidade máxima permitida de 25 km/h, enquanto nas avenidas a velocidade mínima é superior.
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É exigido o uso de capacete, vestimenta visível (elementos refletivos) e possuir um seguro de responsabilidade civil.
O auge das bicicletas e o delivery
Não só os patinetes ganham espaço; as bicicletas elétricas também mostram um crescimento sustentado. Comerciantes como Liporaci explicam que muitos trabalhadores de aplicativos de delivery optaram por essas unidades.
Ao contrário do patinete, a bicicleta oferece bagageiro e a possibilidade de um pedal assistido, permitindo ao usuário alternar entre o esforço físico e a ajuda do motor elétrico, o que é ideal para jornadas extensas.
Desafios: Reparação e Pós-venda
Apesar do sucesso de vendas, o setor enfrenta um “gargalo” na área de serviços técnicos e pós-venda.
Nem todos os bicicleteiros tradicionais aceitam trabalhar com esses equipamentos devido aos seus componentes eletrônicos e a dificuldade para conseguir peças de reposição específicas ou realizar reparos de baterias.
Rumo ao futuro
O fenômeno da micromobilidade em Rosario não é isolado, mas se enquadra em uma transição global para o abandono dos motores de combustão interna.
A promessa de uma cidade mais silenciosa e com mobilidade sustentável depende agora de que a infraestrutura viária e a fiscalização acompanhem o ritmo acelerado dessa mudança de hábito nos cidadãos.



