Um governador apresentou um recurso contra a reforma da Lei de Geleiras para suspender sua aplicação

A província de La Pampa judicializou a normativa aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, argumentando que a mesma compromete seriamente o acesso à água. Em sintonia, diversos grupos ambientalistas promovem ações coletivas no mesmo sentido.

O Governo de La Pampa interpôs uma ação de mandado de segurança coletivo ambiental contra a lei que altera o regime de proteção de geleiras.

Esta apresentação perante o Tribunal Federal de Santa Rosa inclui uma medida cautelar que busca paralisar a vigência da norma até que se decida sobre sua constitucionalidade.

Esta estratégia judicial foi coordenada com a Universidade Nacional de La Pampa, a Fundação Chadileuvú e a Assembleia pelos Rios Pampeanos. O objetivo principal é que o Estado Nacional receba uma declaração de inconstitucionalidade e nulidade sobre a lei sancionada.

O governador Sergio Ziliotto liderou o anúncio oficial desde a Casa de Governo, ratificando sua decisão de levar o conflito aos tribunais.

A posição pampeana sustenta que a reforma atropela direitos fundamentais vinculados ao ambiente, à saúde e ao recurso hídrico, contrariando tratados internacionais e a Constituição Nacional.

Argumentos sobre o impacto hídrico

Ziliotto denunciou que a lei viola o princípio de não regressão ambiental estipulado no Acordo de Escazú. Segundo o mandatário, embora a província não possua geleiras em seu território, depende criticamente do rio Colorado, cuja origem é glacial. “A partir desta lei vai haver menos água”, advertiu, sinalizando que dito rio abastece atualmente 45% da população provincial.

Fundamentos legais e medida cautelar

A procuradora do Estado, Romina Schmidt, questionou a validade das audiências públicas realizadas durante o debate legislativo, assegurando que não cumpriram com os padrões de participação real.

A demanda solicita a inconvencionalidade da norma e sua inaplicabilidade imediata, enfatizando que o prejuízo para a província é um dano real e não uma mera abstração.

O escrito judicial exige que se restabeleça o regime de proteção anterior enquanto se processa a causa, obrigando o Estado Nacional a abster-se de executar as modificações aprovadas.

Ações da sociedade civil

De forma paralela, entidades como a Fundação Ambiente e Recursos Naturais (FARN), a Associação Argentina de Advogados Ambientalistas e Greenpeace convocaram a cidadania a se somar a uma ação coletiva nacional.

Estas organizações consideram que, diante da sanção legislativa, a disputa pela preservação dos recursos hídricos deve ser agora transferida para o âmbito judicial para frear o retrocesso em matéria de proteção ambiental.

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