O desenvolvimento sustentável busca satisfazer as necessidades presentes sem comprometer os recursos das futuras gerações.
Equilibra três pilares: crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental para garantir um futuro habitável. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida sem esgotar o meio ambiente.
A combinação de crise econômica, social, ambiental e climática que enfrentamos atualmente exige que as perspectivas se estendam além do curto e médio prazo.
Argentina busca equilibrar o crescimento econômico, a inclusão social e a proteção ambiental. Apesar de ser um importante fornecedor mundial de recursos naturais, o país enfrenta desafios estruturais de degradação ambiental, pobreza e necessidade de diversificar sua matriz energética para fontes mais limpas.
O desenvolvimento da produção e do emprego deve ser apoiado em um marco de padrões sustentáveis que tenham como eixos principais o cuidado com o ambiente e a qualidade de vida da população.
O ambiente é visto, geralmente, como um âmbito em que surgem necessidades de resolução ex post de problemas, a maioria dos quais são evitáveis.
Hoje se diz que a Argentina tem o potencial de prover alimentos para 400 milhões de pessoas.
Infelizmente, não alimentamos bem 47 milhões. A pobreza estrutural em nosso país submete entre um quarto e um terço da população há mais de 30 anos, afetando principalmente as crianças, vulnerando severamente seu direito a uma alimentação adequada em qualidade e quantidade que garanta seu bom crescimento, desenvolvimento e saúde¨ explicou Osvaldo Roby, Diretor Acadêmico de Pós-graduação em áreas como Desenvolvimento Sustentável da Universidade Nacional de Cuyo (UNCuyo).
O desenvolvimento sustentável
A chave está em articular os ativos sob uma visão integral que alinhe objetivos econômicos, sociais e ambientais. É preciso passar do discurso à implementação, do diagnóstico à execução.
Com diagnósticos precisos, metas claras e a reconstrução da capacidade estatal e privada, buscando gerar um círculo virtuoso de desenvolvimento.
Todas as civilizações têm uma cosmovisão característica. Os povos se desenvolvem em um conjunto de crenças, suposições e formas de interpretar a realidade que lhes servem de referências para entender a vida.
Isso inclui tanto a forma de contemplar a natureza humana quanto a maneira de conceber a ordem social, os valores morais ou as próprias concepções.
Às vezes tudo dá uma reviravolta e aparecem pessoas que revolucionam essa maneira específica de conceber o mundo.
A boa gestão da água é essencial para o desenvolvimento sustentável. Os indubitáveis benefícios que a água tem para a saúde, a segurança alimentar e energética, entre outros, fizeram considerar que, sem assegurar o acesso aos serviços básicos de água, e sua boa gestão em qualidade e em quantidade não é possível o desenvolvimento sustentável.
É possível descontaminar água de rio utilizando pântanos artificiais? Sim, os pântanos artificiais são uma tecnologia altamente efetiva, sustentável e econômica para descontaminar águas de rios, córregos e efluentes, funcionando como “rins” do ecossistema. Utilizam plantas aquáticas, microorganismos e cascalho para eliminar contaminantes orgânicos, nutrientes (nitrogênio/fósforo) e sedimentos sem usar produtos químicos.
A importância e transcendência dos pântanos artificiais, reside fundamentalmente em que são uma alternativa viável e sustentável para a depuração de águas residuais de tipo industrial, agropecuária e doméstica.
Sua implementação tem um menor custo em comparação com os sistemas de tratamento convencional, são amigáveis com o entorno paisagístico, não geram subprodutos nocivos e se adaptam às condições tanto climáticas quanto urbanas da Argentina.
“Os pântanos apresentam funções ecológicas e ambientais muito importantes. Abrigam e são refúgio de uma grande diversidade de espécies; armazenam e purificam a água; e cumprem um papel essencial no controle de inundações, já que reduzem a velocidade de circulação das águas em época de cheia. Além disso, atuam como barreiras ante os efeitos das tempestades e controlam a erosão costeira”, explica Jezabel Primost, doutora em Ciências Exatas e integrante do Centro de Pesquisas do Meio Ambiente (CIM), UNLP-CONICET.
Merecer o rio significa saber fazer uso dele, amá-lo, amar seus habitantes, seu meio e fundamentalmente desejar que nunca deixe de ser o que é hoje, para nossos filhos e nossos netos; e agir em consequência. Merecer o rio significa respeitar as regulamentações, educar-se para adotar uma atitude que contribua para melhorar as condições do mesmo.
Por: Cristián Frers – Técnico Superior em Gestão Ambiental e Técnico Superior em Comunicação Social (Jornalista).




