Autoridades ambientais do México levantaram um cerco de proteção no Santuário Playa Puerto Arista, Chiapas, diante da intenção de realizar atividades com quadriciclos nesta área natural protegida. O objetivo foi garantir a segurança dos ninhos de tartaruga marinha, espécies em perigo de extinção que dependem dessas praias para sua reprodução.
A Profepa e a Conanp lembraram que a conservação dos ecossistemas costeiros é uma responsabilidade compartilhada entre sociedade, prestadores de serviços turísticos e autoridades.
Importância do santuário
Durante a temporada de nidificação de 2025 foram registrados:
- 1.958 ninhos, 168.388 ovos e 121.239 filhotes segundo a Conanp.
- 3.257 ninhos e 283.254 ovos segundo a Semahn.
Esses dados refletem que milhares de tartarugas utilizam a cada ano Puerto Arista para se reproduzirem. Qualquer atividade que implique trânsito de veículos, ruído excessivo ou iluminação artificial representa um risco real para os ninhos, ovos e filhotes.
Riscos das atividades motorizadas
As autoridades advertiram que eventos massivos com quadriciclos podem provocar:
- Destruição de ninhos.
- Compactação da areia, que altera a incubação.
- Perturbação do processo de nidificação e eclosão.
Por isso, reiterou-se que atividades que coloquem em risco as tartarugas marinhas ou seu habitat não serão permitidas. Em caso de descumprimento, serão aplicadas sanções conforme a lei.

Espécies presentes em Chiapas
Na costa de Chiapas nidificam quatro espécies principais:
- Golfina.
- Prieta.
- Laúd.
- Carey.
Todas cumprem funções vitais nos ecossistemas marinhos, como o controle de populações de medusas e esponjas, além de manter a saúde de recifes e pastos marinhos.
Razões chave para sua conservação
- Equilíbrio ecológico: regulam espécies marinhas e mantêm ecossistemas saudáveis.
- Biodiversidade em Chiapas: a região é um santuário crucial para evitar a extinção de espécies como a golfina e a laúd.
- Espécie bandeira e turismo: sua proteção fomenta o ecoturismo e a consciência ambiental, com liberações anuais de filhotes em acampamentos como Puerto Arista e Boca del Cielo.
- Proteção legal: desde 1990 existe uma proibição total no México contra a caça, consumo de ovos e comércio de tartarugas.
Educação e participação comunitária
Além das ações de proteção, as autoridades promovem a educação ambiental em comunidades costeiras. Oficinas, campanhas de sensibilização e atividades de liberação de filhotes buscam envolver a população local e os turistas na proteção das tartarugas. A participação cidadã é chave para reduzir ameaças como o saque de ninhos, a contaminação plástica e a mudança climática.
A proteção dos ninhos em Puerto Arista reflete a prioridade de proteger as tartarugas marinhas, espécies essenciais para a saúde dos oceanos e patrimônio natural do México. Sua conservação assegura que continuem cumprindo sua função ecológica e que futuras gerações possam seguir admirando esses animais emblemáticos.



