Chubut: preocupação com a pesca ilegal de truta fontinalis em áreas de reprodução em rios e lagos da cordilheira

No passado dia 12 de junho, realizou-se uma reunião importante entre representantes da Direção de Pesca Continental, da Associação de Guias de Pesca de Chubut e representantes do Ministério Público Fiscal, com o objetivo de analisar infrações ambientais relacionadas com a pesca furtiva em corpos de água provinciais.

Durante o encontro, a Procuradora Cecilia Bagnato e a Técnica em Proteção Ambiental María Inés Vassallo investigaram as modalidades, locais e objetivos das atividades ilegais, bem como o seu impacto nos ecossistemas aquáticos.

Uma das principais preocupações é a extração ilegal da truta fontinalis (Salvelinus fontinalis) —uma espécie protegida— durante o seu período de desova e em volumes destinados à comercialização não autorizada. Esta prática, denunciada por representantes do setor, teria sido detetada em ribeiros da zona de Corcovado e Río Pico.

A equipa de Crimes Ambientais da Procuradoria antecipou que avançará com as investigações penais correspondentes uma vez formalizadas as denúncias.

Truta fontinalis: uma espécie emblemática vítima da pesca furtiva

Embora não seja nativa da Argentina, a truta fontinalis —conhecida como truta de ribeiro— adaptou-se com sucesso aos ambientes frios e oxigenados dos rios e lagos patagônicos, tornando-se um ícone da pesca desportiva em Chubut.

A sua categoria de proteção implica:

  • Restrições por temporada e zona, especialmente durante os períodos de desova.
  • Regulação de quantidades e tamanhos capturáveis.
  • Monitorização para prevenir impactos sobre espécies nativas.

A truta fontinalis também representa um ativo turístico para a região, sendo assim essencial a sua preservação tanto do ponto de vista ecológico como socioeconômico.

Avanços rumo a uma pesca desportiva regulada e sustentável

As autoridades ambientais e judiciais procuram fortalecer a traçabilidade e o controlo das atividades de pesca recreativa e comercial, promovendo:

  • Boas práticas entre os guias e operadores turísticos.
  • Maior participação cidadã na denúncia de infrações.
  • Proteção efetiva dos ecossistemas aquáticos e suas espécies-chave.

Foto de capa: Weekend

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