Um evento chocante de crueldade animal chocou a comunidade de Florencio Varela. Dez cães do abrigo de animais “La Banda de Sarita”, localizado em La Capilla, foram vítimas de um brutal ataque: foram envenenados deliberadamente.
A tragédia já tirou a vida de 6 deles, enquanto os outros quatro lutam para sobreviver à crueldade animal.
O abrigo, uma instituição que está em funcionamento há mais de duas décadas na região rural de Varela, nunca havia enfrentado um ataque dessa magnitude, embora nos últimos tempos estivesse sofrendo ameaças constantes.
“Há 30 anos que me dedico a resgatar animais. Atualmente, em “La Banda de Sarita” temos mais de 500 animais —entre 350 cães, muitos gatos, cavalos, porcos e vacas—, todos resgatados de situações extremas de maus-tratos, abandono ou causas judicializadas” declara Sara, diretora do abrigo para Noticias Ambientales.
Investigação em andamento: um ato de crueldade animal planejado
A denúncia formal foi registrada na Delegacia Quinta de La Capilla, o que imediatamente ativou a intervenção da Polícia Ecológica. Os agentes fizeram o levantamento de vestígios de veneno encontrados na propriedade, que serão cruciais para a investigação.
De acordo com fontes próximas ao caso, tudo indica que o acontecimento não foi acidental; trata-se de um ato planejado de crueldade animal.
Além disso, na última sexta-feira a denúncia foi ampliada na Promotoria competente. Da ONG, foi solicitada a intervenção urgente de um médico veterinário legista da Polícia da Província de Buenos Aires. Seu trabalho será fundamental para realizar as análises toxicológicas necessárias nas vísceras dos animais falecidos e assim determinar a substância utilizada.
Como a lei é aplicada a um fato tão triste
O caso está sendo investigado sob a figura de maus-tratos a animais, um crime tipificado pela Lei 14.346, amplamente conhecida. No entanto, dada a natureza intencional do ataque contra seres vivos protegidos por lei, também poderia se enquadrar no artigo 184 do Código Penal por danos agravados.
A organização diante desse ato de crueldade animal já confirmou que se constituirá como parte lesada para impulsionar ativamente a investigação penal, contando com o patrocínio legal da advogada Marcela Loyola.
Em um diálogo emocionante, voluntários do abrigo expressaram sua profunda angústia: “Há algum tempo estamos sendo vítimas de assédios, mas isso ultrapassou todos os limites”.
A investigação sobre crueldade animal continua em andamento, e aguardam-se os resultados das análises para avançar com possíveis imputações. Enquanto isso, os protetores clamam por solidariedade, justiça e uma maior segurança para os animais desprotegidos.