Enquanto percorria o caminho de Puerto Blest, na cidade de Bariloche, um turista conseguiu gravar em vídeo um pudú, considerado o veado mais pequeno do mundo e catalogado como espécie em perigo de extinção.
As imagens foram divulgadas através do site local El Diario Nuevo Día, gerando grande interesse entre os amantes da fauna selvagem.
Características do pudú: o veado mais diminuto
Este cervídeo de pequeno porte mede entre 36 e 41 cm de altura e pesa entre 7 e 10 kg.
Entre suas características distintivas, destacam-se:
- Pelagem espessa e áspera, de tonalidade marrom escura.
- Cauda pequena e glândulas pré-orbitais proeminentes.
- Os machos possuem chifres curtos, enquanto as fêmeas não têm.
Na Argentina, ele é encontrado no sul de Neuquén até o sul de Santa Cruz, com presença confirmada nos Parques Nacionais Nahuel Huapi, Lanín e Lago Puelo.
Habitat e comportamento
O pudú habita em florestas densas, evitando áreas abertas, exceto quando precisa se alimentar.
Costuma se mover em pequenos grupos ou associações familiares, criando túneis naturais entre a vegetação.
Seus períodos de maior atividade são o amanhecer e o anoitecer.
Quando se sente ameaçado, ele emprega táticas de defesa como:
- Deitar no chão para passar despercebido.
- Coices se for perseguido, especialmente diante de ataques de cães.
Reprodução e ciclo de vida
A gestação dura entre 200 e 210 dias, após os quais a fêmea prepara um ninho com folhas onde dá à luz um único filhote.
Os filhotes nascem com uma pelagem marrom avermelhada com manchas brancas, que desaparecem por volta dos três meses.
Na mesma idade, começam a desenvolver as pontas dos chifres, atingindo a maturidade sexual</strong aproximadamente ao ano de vida.
Um encontro que reforça a importância da conservação
O avistamento deste pudú em Bariloche evidencia a riqueza da biodiversidade patagônica, lembrando a necessidade de proteger esses habitats únicos.
A divulgação desse tipo de registros contribui para a conscientização ambiental, promovendo esforços para a preservação de espécies em perigo de extinção.
Vídeo: emi_debenedetto



