A Agência de Crimes Ambientais e Maus-tratos aos Animais do Ministério Público está conduzindo uma investigação sobre as atividades de uma rede de caça furtiva.
No âmbito desta causa, foi realizada uma busca em uma propriedade privada nesta quinta-feira, onde foi procedida à apreensão de armas, munições, equipamentos de comunicação, carne de veado, chifres e outros elementos associados à prática da caça ilegal.
A investigação foi iniciada de ofício pela Unidade Regional Esquel devido à suspeita de que um grupo de indivíduos, sem o consentimento do proprietário do campo, adentrou a propriedade com armas, veículos e equipamentos de comunicação com o intuito de caçar de forma ilegal.
Presume-se que nessa incursão teriam matado um veado colorado, prática que está proibida nesta época do ano e para a qual é necessária uma licença específica.
“São pessoas que estão identificadas, dedicam-se não só à caça ilegal, mas também à venda de carne e subprodutos da carne. Além disso, enfrentam penas de até 4 anos de prisão por porte de armas. Têm antecedentes até mesmo em fauna da província por esse tipo de de atividade ilegal” destacou Cecilia Bagnatto, procuradora do Ministério Público, para Noticias Ambientales.
Um aspecto preocupante do caso é que os investigadores determinaram que poderia se tratar de uma organização dedicada não só à caça, mas também à comercialização ilegal da carne e outros subprodutos derivados dos animais.
A procuradora do Ministério Público, Cecilia Bagnato, foi quem solicitou ao juiz a ordem de busca, que foi executada durante a manhã desta quinta-feira. Como resultado, foram apreendidos diversos elementos considerados de interesse para a causa, entre eles: armas de fogo, equipamentos de comunicação tipo handy, cartuchos de bala, miras telescópicas, e cabeças e chifres de veado.
“Em relação à afetação do meio ambiente, está claro que caçar uma espécie, neste caso, uma espécie selvagem como é o veado colorado, de forma indiscriminada e fora da temporada de caça, inclusive estão caçando espécies jovens. Lembremos que a espécie de veado colorado deve ter pelo menos 10 pontas no total para poder ser caçada, caso contrário, é proibido”.
“Estão caçando peças jovens, fêmeas, fora de temporada, o que também afeta a reprodução da espécie, sem prejuízo de sabermos que na Patagônia neste momento há uma grande população de veados, mas caçá-los e causar-lhes dano e matar crias e matar adultos ou fêmeas em uma época que não é autorizada, afeta a cadeia de reprodução. E a espécie em si, claro” acrescentou Cecilia Bagnato para Noticias Ambientales.
A diligência foi realizada pela DPI Esquel, que contou com a colaboração e a cobertura de segurança do pessoal do Mini Comando Radioeléctrico AURE, bem como com a intervenção do pessoal da Divisão de Polícia Científica da cidade.
O Ministério Público continua com a investigação deste caso, o qual foi qualificado provisoriamente pelos crimes de violação de domicílio, porte de arma de fogo e caça furtiva.





