Paraguai lançou o primeiro Registro Nacional de Agressores de Animais (RAGAN), uma ferramenta pioneira na região que unifica antecedentes de pessoas condenadas por maus-tratos a animais.
O sistema permitirá à Justiça, à Polícia e a organismos de proteção acessar informações centralizadas para agir com maior rapidez diante de novas denúncias.
A implementação da iniciativa está a cargo da Direção Nacional de Defesa, Saúde e Bem-Estar, sob a responsabilidade de Hector Luís Rubin.
Esta novidade posiciona o Paraguai como referência regional na prevenção dos maus-tratos a animais.
O RAGAN nasceu como pilar da Lei de Bem-Estar e Proteção Animal aprovada no ano passado e representa uma mudança estrutural na abordagem desses delitos.

Os objetivos do novo sistema do Paraguai contra os maus-tratos a animais
É importante destacar que o novo registro não funciona apenas como um arquivo de antecedentes.
Na verdade, a plataforma busca ser uma ferramenta de prevenção direta com três eixos fundamentais para combater os maus-tratos a animais no Paraguai:
- Proibição de posse: impedir oficialmente que pessoas com antecedentes possam adotar ou ter animais sob seus cuidados
- Controle de reincidência: facilitar aos juízes a aplicação de penas mais severas quando o agressor repetir sua conduta
- Mapa de violência: gerar estatísticas oficiais para identificar zonas críticas e orientar políticas públicas
A chave do acesso unificado para as autoridades
O RAGAN permitirá que organismos de justiça, a Polícia e entidades de proteção contem com um histórico detalhado de todas as pessoas sancionadas.
Este acesso facilitará um controle judicial muito mais rigoroso em todo o território.
O sistema agilizará a investigação e perseguição penal desses delitos. Além disso, outro ponto relevante que os especialistas destacam é que os maus-tratos a animais muitas vezes funcionam como prelúdio de outras formas de violência social.
Paraguai, na vanguarda regional em proteção animal
Com esta medida, o Paraguai se coloca na vanguarda na abordagem institucional dos maus-tratos animais.
O RAGAN estabelece um precedente que poderia inspirar iniciativas semelhantes em outros países da região.
A ferramenta permitirá traçar históricos completos e evitar que agressores voltem a ter animais sob sua responsabilidade.
Além disso, o registro fortalecerá as políticas públicas mediante a geração de dados concretos sobre zonas e padrões de violência.
O Governo apresentou o sistema como uma resposta concreta à necessidade de proteção animal que organizações e cidadãos vinham reivindicando.
A implementação do RAGAN marca um ponto de inflexão na legislação regional sobre bem-estar dos animais.



