Um veado-do-pantanal, uma espécie protegida na Argentina, foi resgatado na margem do rio Paraná, no município de Escobar, após ser encontrado ferido perto do cais.
A operação foi realizada por agentes de Prevenção da Prefeitura, que alertaram o Hospital Municipal de Zoonoses “Dr. Ricardo Augusto Godnic” para assistir o animal.
O pessoal veterinário constatou que se tratava de um macho com uma fratura em uma das patas, especificamente na tíbia.
Diante dessa situação, foi necessário agir rapidamente, então entraram em contato com a Fundação Temaikén, de onde enviaram especialistas e ativaram o protocolo para avaliar o estado de saúde, realizar a sedação necessária e proceder com o transporte para o centro de recuperação.

Segundo informações da municipalidade, o veado está evoluindo favoravelmente e será reintroduzido em seu habitat assim que concluir o tratamento.
A Prefeitura mais uma vez lembrou que a fauna silvestre não deve ser considerada como animal de estimação e que sua retirada do meio natural é proibida por lei.
Como proceder ao encontrar um animal silvestre
É de suma importância informar as autoridades para que possam agir, fazendo denúncias à Direção de Zoonoses no telefone 348 426-2809 ou através do sistema Ojos y Oídos en Alerta.
Sobre o veado-do-pantanal
O veado-do-pantanal, uma espécie em perigo crítico de extinção, foi declarado monumento natural da província de Buenos Aires para protegê-lo (Lei provincial 12209).
Na América do Sul, pode ser encontrado no centro, oeste e sul do Brasil; sudeste do Peru; leste da Bolívia e Paraguai. No Uruguai, já é considerado extinto.
Na Argentina, atualmente pode ser encontrado na região do Delta do Rio Paraná (Zárate-Campana-Delta en Formación), bem como nas províncias de Entre Ríos e Corrientes.

É o maior veado da América do Sul e um dos maiores mamíferos terrestres da província de Buenos Aires. Os adultos podem pesar cerca de 150 quilos, alcançar até 2 metros de comprimento</strong da cabeça à cauda e uma altura de até 1,30 metros</strong na cernelha. Eles têm pelagem marrom-avermelhada e preta nas patas, e os machos desenvolvem grandes hastes.
Geralmente solitário, o veado-do-pantanal pode ser visto em pequenos grupos. Ele se move facilmente por pântanos, alagados e matas e são excelentes nadadores. Durante o dia, permanecem escondidos em “dormitórios” ou “camas” entre a vegetação, embora em lugares com baixa pressão de caça também possam ser vistos durante o dia. Herbívoros, se alimentam de gramíneas de ambientes aquáticos ou ramos. O jaguatirica e a onça-parda são alguns de seus predadores naturais. A gestação das fêmeas dura cerca de nove meses e têm uma cria por parto.
A destruição do habitat do veado-do-pantanal e a caça são as principais ameaças enfrentadas por suas populações. Na Argentina, está restrito a localidades das províncias de Formosa, Chaco, Corrientes, Entre Ríos, Buenos Aires e possivelmente Santa Fé, sendo as populações dos Esteros del Iberá (Corrientes) e do Delta do Paraná (Buenos Aires e Entre Ríos) as mais importantes do país.
Internacionalmente, o veado-do-pantanal é considerado uma espécie vulnerável, assim como nacionalmente, embora para algumas populações tenha sido proposta a categoria de espécie em perigo. Em 1998, a Província de Buenos Aires o declarou Monumento Natural pela Lei Nº 12209.
Já conhece nosso canal no YouTube? Inscreva-se!



