Panamá liberou mais de 340 mil tartarugas marinhas em 2025, com registros que refletem um esforço sustentado em ambos os litorais:
- 17.321 exemplares no Caribe.
- 327.525 exemplares no Pacífico.
A intervenção foi realizada em 21 praias de nidificação, com participação de equipes técnicas, voluntários e comunidades locais. Além disso, 2.882 pessoas foram impactadas por meio de programas de sensibilização e educação ambiental.
Plano Nacional 2026
O Ministério do Meio Ambiente (MiAMBIENTE) lançou o Plano de Trabalho para a Conservação das Tartarugas Marinhas do Panamá 2026, que busca ampliar e fortalecer as ações anteriores. Este plano articula esforços científicos, comunitários e institucionais, com cobertura em diversas províncias e comarcas.
Ações previstas:
- Monitoramentos noturnos em praias de nidificação.
- Controle e vigilância ambiental.
- Limpeza de costas e programas educativos.
- Reabilitação de viveiros e monitoramento térmico de ninhos.
- Fortalecimento de capacidades técnicas em comunidades.
O plano se estrutura em seis eixos fundamentais: pesquisa, educação ambiental, governança, participação comunitária, intervenção direta e sustentabilidade a longo prazo.
Enfoque comunitário
A participação das comunidades costeiras é fundamental. Promovem-se:
- Jornadas de limpeza e feiras ambientais.
- Capacitações e programas de ação local.
- Vigilância ativa de praias.
O modelo busca empoderar os residentes como guardiões de seu entorno, fomentando práticas sustentáveis e proteção ativa dos ecossistemas.

Espécies protegidas
No Panamá nidificam pelo menos cinco espécies de tartarugas marinhas:
- Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea).
- Carey (Eretmochelys imbricata).
- Verde (Chelonia mydas).
- Oliva (Lepidochelys olivacea).
- Cabeçuda (Caretta caretta).
Várias dessas espécies estão em perigo de extinção, o que reforça a necessidade de manter programas permanentes de conservação.
Governança e desafios
O plano contempla a criação de um comitê nacional, atualização de diagnósticos e ajustes normativos para melhorar a coordenação interinstitucional. Também estão previstas mais de 40 atividades extraordinárias em 2026 para reforçar a presença institucional no território.
Um caso recente na comunidade de Piña (Colón) evidenciou os desafios: uma tartaruga-de-couro desorientada foi assistida por residentes e devolvida ao mar. Este episódio mostra a importância da intervenção humana adequada e a necessidade de reduzir fatores de risco como iluminação artificial, predadores e pressão humana.
Panamá se consolida como um ponto estratégico nas rotas migratórias do Pacífico e do Caribe, com uma responsabilidade crucial na proteção das tartarugas marinhas. O desafio agora é assegurar que os avanços se traduzam em uma recuperação sustentada das espécies, integrando ciência, comunidades e governança ambiental.



