A exploração azul ainda não acabou: CONICET transmitirá em streaming o fundo marinho da Patagônia.

Uma nova expedição científica está se preparando para descer até o fundo marinho da Patagônia, com a missão de estudar dois canyons submarinos localizados em frente às costas de Rio Negro e Chubut. Esta é uma iniciativa liderada pelo CONICET em conjunto com fundações nacionais e internacionais.

Os cientistas vão focar em duas áreas pouco exploradas: uma localizada a 500 quilômetros de Viedma e outra a 450 quilômetros de Rawson. A campanha acontecerá de 30 de setembro a 30 de outubro e faz parte de um esforço internacional para compreender melhor os ecossistemas marinhos profundos.

O principal objetivo é investigar como esses canyons submarinos podem atuar como corredores naturais que transportam correntes frias e ricas em nutrientes das profundezas para zonas mais superficiais do oceano. Essa dinâmica pode ser crucial para manter a biodiversidade.

A expedição também buscará analisar como essas massas de água interagem com o leito marinho e seu impacto sobre as diferentes formas de vida, desde o plâncton microscópico até as espécies de grande porte que habitam as águas austrais.

![Expedição marina del CONICET](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/08/descubrimiento-de-especies-en-la-expedicion-submarina-300×168.jpeg.webp)

### Tecnologia, biodiversidade e monitoramento no fundo marinho da Patagônia

Para alcançar esses objetivos, a equipe utilizará uma ampla gama de ferramentas tecnológicas. Entre elas se destacam os veículos operados remotamente (ROVs), capazes de registrar imagens e coletar amostras nas profundezas sem intervenção humana direta.

Também serão utilizadas ecossondas para mapear o fundo marinho, rosetas com garrafas Niskin para coletar água de diferentes profundidades, e sensores CTD que medirão parâmetros físicos e químicos do oceano como temperatura, oxigênio e salinidade.

Boias, correntômetros e plataformas de observação permitirão monitorar o movimento das águas e sua relação com os organismos que as habitam. Todo o material coletado será crucial para entender como esse complexo e pouco conhecido funciona.

A campanha faz parte de uma linha de pesquisas científicas que continua a expedição uruguaia “Uruguay Sub 200”. Essas missões buscam conectar dados oceânicos com processos ecológicos e climáticos, em um contexto de crescente pressão ambiental sobre os mares.

![Expedição del CONICET en el Cañon submarino de Mar del Plata](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/08/Expedicion-del-CONICET-en-el-Canon-submarino-de-Mar-del-Plata-300×200.jpeg.webp)

### Expedições submarinas: chaves para o planeta

Explorar o fundo marinho permite descobrir ecossistemas que ainda permanecem ocultos para a ciência. Essas áreas, afastadas da superfície e da intervenção humana direta, abrigam biodiversidade única, muitas vezes endêmica e extremamente sensível às mudanças do ambiente.

Expedições como esta permitem identificar áreas que podem precisar de proteção especial. Além disso, ajudam a compreender como os nutrientes circulam, como se formam habitats complexos e como diferentes espécies interagem em condições extremas de pressão e escuridão.

Estudar os canyons submarinos e suas dinâmicas oferece pistas fundamentais sobre o papel do oceano na regulação do clima global. Essas estruturas podem influenciar na captura de carbono, no transporte de calor e no comportamento das correntes profundas.

Graças a esses estudos, também é possível melhorar modelos preditivos frente às mudanças climáticas e fortalecer políticas de conservação baseadas em evidências. Com cada mergulho no abismo marinho, a ciência adiciona novas ferramentas para cuidar do equilíbrio do planeta azul.

Compartí esta nota

Últimas notícias

Te pueden interesar
Te pueden interesar

Bactérias amazônicas descobertas na Colômbia poderiam descontaminar rios afetados por mercúrio

Investigadores do Instituto Amazônico de Investigações Científicas SINCHI identificaram...

Guayaquil redescobre 63 espécies de anfíbios e répteis considerados raros ou ameaçados

Um estudo recente revelou que Guayaquil, a maior cidade...

Cientistas e pescadores impulsionam a recuperação do peixe-guitarra, em perigo crítico no Atlântico Sudoeste

O peixe guitarra (Rhinobatos spp.), também conhecido como melgacho...

Uma descoberta em Chubut revela segredos da biodiversidade marinha pré-histórica e amplia a história evolutiva da Patagônia

Um importante avanço científico permitiu reconstruir com maior precisão...