Através de um vídeo publicado em sua conta oficial do Instagram em espanhol, a NASA conseguiu chamar a atenção de milhares de pessoas ao apresentar a “sonificação” do Rio da Prata.
Trata-se de um processo que transforma dados visuais em som, convertendo informações científicas em uma experiência imersiva e emocional.
De imagem a melodia: como o oceano é ouvido do espaço
A mistura de águas marrons e azuis se traduz em notas musicais reais.
A imagem utilizada vem do satélite Aqua, parte do portal NASA Earthdata, e foi tirada em 2015. Nela, é possível observar a característica conjunção da água marrom carregada de sedimentos dos rios Paraná e Uruguai com o azul profundo do oceano Atlântico.
Com base nessa imagem visual, foi aplicado um sistema que traduz as cores em notas musicais, gerando uma melodia suave e envolvente, semelhante ao som de um violão.
“Cada nota representa dados reais”, explicou a NASA. Os instrumentos utilizados destacam diferentes cores da luz refletida, e os padrões harmônicos correspondem a variações naturais que permitem estudar a composição oceânica do espaço.
Sons dos oceanos: ciência, arte e divulgação
A iniciativa faz parte do projeto “Sons dos Oceanos”, criado pelo ex-cientista da NASA Ryan Vandemeulen e seu irmão Jon, programador. O objetivo é aproximar a ciência do público por meio de formatos sensoriais que despertem curiosidade e emoção, sem perder o rigor técnico.
“Queremos oferecer uma experiência imersiva em imagens do oceano, algo que os cientistas do centro Goddard estudam todos os dias”, disse Vandemeulen.
Ciência que inspira: o Rio da Prata como fonte musical
Usuários celebram o feito e propõem que músicos locais se inspirem na sonificação.
A publicação gerou uma onda de comentários positivos nas redes sociais. Alguns usuários compararam a melodia com o estilo de Jorge Drexler, enquanto outros propuseram que músicos do Rio da Prata se inspirassem nesses sons para criar novas composições.
“Seria legal se algum músico do Rio da Prata pudesse se inspirar nesse som”, escreveu um seguidor.
Monitoramento por satélite e saúde oceânica: além do estético
A cor do oceano permite estudar seu estado e detectar mudanças ambientais.
Além de seu valor artístico, a cor do oceano é uma ferramenta científica fundamental. Permite monitorar a saúde dos mares, detectar florescências de algas, presença de sedimentos e variações na temperatura e composição química, fundamentais para entender o impacto das mudanças climáticas e a dinâmica dos ecossistemas aquáticos.



