A camada de ozônio é definida como a zona da atmosfera terrestre, localizada principalmente na estratosfera, que contém uma alta concentração de ozônio (O3). No passado, essa camada, responsável por proteger a Terra dos prejudiciais raios solares, estava gravemente afetada, o que levou à implementação de medidas para sua recuperação.
No entanto, o que poderia parecer uma boa notícia pode se tornar um fator preocupante, uma vez que a camada de ozônio não apenas protege o planeta dos raios solares, mas também retém o calor devido ao seu efeito estufa. Esse fator, somado à recuperação, poderia resultar em um aumento do aquecimento global, de acordo com um novo estudo conduzido pela Universidade de Reading, na Inglaterra.
Esta pesquisa revelou que é esperado que o ozônio cause um aquecimento adicional de 0,27 watts por metro quadrado. Segundo os especialistas, esse valor, usado para medir a quantidade de energia adicional retida por metro quadrado da superfície terrestre, tornaria o ozônio o segundo fator contribuinte para o aquecimento global até 2050, depois do dióxido de carbono.
O artigo, publicado em Atmospheric Chemistry and Physics, apresenta as descobertas feitas por meio de modelos computacionais que simularam como a atmosfera mudará até meados do século. Para isso, foram considerados cenários com baixa implementação de controles de poluição atmosférica, mas com a eliminação gradual dos CFC e HCFC, gases que contribuem para o aquecimento global, conforme estipulado pelo Protocolo de Montreal em 1987.

Uma recuperação que soma e subtrai
Devido aos danos na camada de ozônio, vários países optaram por eliminar os gases de CFC e HCFC, considerando que seria uma forma de mitigar as mudanças climáticas. Embora essa medida tenha ajudado a reverter a situação, o aumento do calor, que continuará se a camada continuar se regenerando, anula os benefícios climáticos de sua eliminação.
Não há dúvidas de que proteger a camada de ozônio é essencial para a saúde humana e a prevenção do câncer de pele, e para proteger o planeta da radiação ultravioleta, também é necessário revisar as políticas climáticas para evitar o aumento do aquecimento.

A camada de ozônio: um escudo vital
A camada de ozônio é uma faixa de gás localizada na estratosfera, entre 15 e 35 quilômetros de altitude. Sua função principal é absorver grande parte da radiação ultravioleta proveniente do sol, evitando que chegue em excesso à superfície terrestre e protegendo assim a saúde dos seres vivos.
Durante décadas, compostos como os clorofluorocarbonetos (CFC) causaram seu enfraquecimento, gerando o chamado “buraco de ozônio”. Esse enfraquecimento favorece a entrada de radiação prejudicial, que pode causar câncer de pele, cataratas e afetar gravemente a fauna, especialmente os organismos marinhos mais sensíveis.



