Novas expedições do CONICET no fundo do Mar Argentino: que áreas serão exploradas em Chubut e Rio Negro e como vê-las.

Uma nova etapa de pesquisa oceânica em expedições do CONICET está em andamento na Argentina. A expedição “Um conto de 2 cânions submarinos parte com uma equipe multidisciplinar de cientistas argentinos para explorar as profundezas do Mar Argentino.

A bordo do navio de pesquisa Falkor, oceanógrafos, biólogos e geólogos colaborarão para desvendar os segredos dos cânions submarinos Bahía Blanca (frente a Viedma, Río Negro) e Almirante Brown (frente a Rawson, Chubut).

A Dra. Laura A. Ruiz Etcheverry, uma das pesquisadoras principais, detalhou os objetivos da missão à La Nueva. O objetivo é compreender como a corrente das Malvinas desvia e fertiliza a plataforma continental argentina, uma área de grande importância pesqueira.

As impressionantes imagens do fundo do mar argentino que estão fazendo sucesso. (Foto: captura vídeo- Ocean Schmidt).
As impressionantes imagens do fundo do mar argentino que estão fazendo sucesso. (Foto: captura vídeo- Ocean Schmidt).

A expedição usará tecnologia de ponta, incluindo boias à deriva e veículos autônomos, para analisar as correntes, a temperatura, a salinidade e os níveis de oxigênio nas profundezas.

Um estudo abrangente do ecossistema marinho

A missão não se limita a um único campo; é uma abordagem abrangente para entender o sistema oceânico. Os cientistas analisarão o fitoplâncton e o zooplâncton, os pilares da cadeia alimentar marinha. Como explica Etcheverry, “se não houver fitoplâncton, não há peixes”.

A equipe também examinará a geologia do fundo marinho e a interação dos sedimentos com as correntes. A expedição usará o ROV SuBastian, um veículo operado remotamente, para coletar amostras e capturar imagens do fundo oceânico. Oferecerá uma visão sem precedentes da vida nessas profundezas.

Essa campanha representa um esforço conjunto de diversas instituições-chave, como o Serviço de Hidrografia Naval (SHN), o Centro de Investigaciones del Mar y la Atmósfera (CIMA-UBA-Conicet) e a Universidad Nacional del Sur (UNS), entre outras.

Este projeto busca proteger os recursos naturais e promover o uso sustentável dos ecossistemas marinhos, reconhecendo a importância da fertilidade dessas águas para a economia e a biodiversidade do país.

As áreas a serem investigadas

  • Sistema de Cânions Submarinos Bahía Blanca (40° – 42°S): localizado a 500 km da cidade de Viedma, província de Río Negro.
  • Sistema de Cânions Submarinos Almirante Brown (44° – 45°S): localizado a 450 km da cidade de Rawson, província de Chubut.

A nova expedição ao fundo do mar. A nova expedição ao fundo do mar.

As atividades incluem o mapeamento do fundo marinho e a medição de velocidades ao longo da coluna de água com ecossondas acopladas ao navio Falkor (inofensivas para a biota marinha). Isso é feito para conhecer a forma do fundo e como são as correntes.

Conforme explicado por Etcheverry, a experiência poderá ser acompanhada por streaming, embora “não tanto quanto em expedições anteriores”. Isso porque agora o objetivo é olhar em uma escala menor, para coletar amostras de água e observá-las no microscópio.

“Entretanto, haverá conteúdo relacionado à parte geológica. O ROV SuBastian (veículo de operação remota) será utilizado cinco vezes para coletar amostras de sedimentos e observar o fundo. Se algum animal interessante aparecer, os biólogos embarcados poderão mostrar o que estamos vendo”, esclareceu.

O streaming está associado às descidas do ROV. Há dias estimados, mas é apenas uma aproximação. Como o navio opera 24 horas e depende de quando chegamos à zona de estudo, é difícil estabelecer um horário exato.

Ciência ao vivo: educação, curiosidade e conexão social

O primeiro streaming do CONICET, que apresentou a famosa estrela e uma novidade de criaturas, gerou recordes de audiência e despertou o interesse de crianças, jovens e professores na ciência marinha.

A iniciativa busca divulgar conhecimento, gerar conteúdos educativos e fortalecer vocações científicas em todo o país.

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