O sociólogo e pesquisador Ariel Goldstein alertou nas redes sociais X (antigamente Twitter) sobre um projeto que propõe a reforma do CONICET, elaborado pela Fundação Liberdade e Progresso, próxima ao governo de Javier Milei.
Segundo Goldstein, o documento propõe:
- Eliminar a Carreira do Investigador Científico.
- Substituí-la por contratos curtos, vinculados a critérios políticos e de mercado.
- Reduzir a estabilidade e autonomia, afetando a continuidade dos projetos científicos.
Impacto do ajuste no orçamento científico
Na entrevista do programa “Desde o canil”, na Bravo TV, a jornalista Natalia Vaccarezza alertou sobre os cortes no orçamento do setor, indicando que a ciência não está contemplada nos planos do governo.
De acordo com dados oficiais, o orçamento destinado à área diminuiu 42,9% entre 2023 e 2025, aprofundando a crise.
Desafios para os pesquisadores e fuga de talentos
Goldstein indicou que os cientistas agora só podem apresentar projetos competitivos, com início e fim definidos, sujeitos à aprovação do conselho do CONICET.
O jornalista Ezequiel Orlando ironizou sobre as dificuldades econômicas enfrentadas pelos pesquisadores: “Você vive dirigindo um táxi, e à noite, se sobra tempo, faz um trabalho com o CONICET, que te pagam $2,50. É por isso que há fuga de cientistas e estudantes.”
As empresas privadas não possuem capacidade suficiente para absorver os profissionais deslocados, o que agrava a situação do setor.
Crise na ciência argentina e falta de políticas públicas
A redução do orçamento e a desinvestimento em instituições-chave, como o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), têm gerado alarme na comunidade científica.
O setor enfrenta uma de suas etapas mais críticas, em meio a uma discussão sobre o futuro da pesquisa no país.



