A descoberta do raposa com gripe aviária, vírus H5N1 em um canídeo selvagem na província de Zaragoza sublinha a persistente circulação viral na fauna silvestre, embora as autoridades mantenham um risco baixo para a saúde humana.
As autoridades sanitárias e veterinárias da Espanha confirmaram a detecção do primeiro contágio de gripe aviária em um mamífero na Espanha durante a atual onda epidemiológica. O vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi identificado em uma raposa selvagem encontrada sem vida na comunidade autônoma de Aragón, especificamente na província de Zaragoza.
O Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação (MAPA) foi a entidade encarregada de relatar este evento, o qual foi verificado pelo Laboratório Central de Veterinária de Algete (Madri).
Embora o caso da raposa com gripe aviária seja o primeiro de seu tipo em um mamífero selvagem no país durante esta fase da epidemia, os especialistas o classificam como um “aviso” que reforça a necessidade de vigilância, em vez de um motivo de alarme imediato.
Mecanismo de Contágio e Persistência Viral
Pesquisadores consultados por diversos meios indicam que este tipo de transmissão do H5N1 de aves para mamíferos não implica necessariamente uma mutação do patógeno para facilitar o salto de espécie. O consenso é que o contágio mais provável ocorreu por ingestão: a raposa teria se alimentado dos restos de aves mortas ou doentes que portavam uma alta carga viral.
Esta explicação está alinhada com episódios anteriores de contágio em mamíferos registrados na Espanha e outros países da Europa, como o surto detectado anteriormente em uma fazenda de visons em cativeiro.
O fenômeno, portanto, reflete um aumento na circulação geral do vírus na fauna silvestre, principalmente em aves migratórias como grous e gaivotas, as quais concentraram grande parte dos positivos nacionais.
Risco para a População de raposas com gripe aviária e Protocolos de Vigilância
Diante da aparição do H5N1 em um mamífero terrestre, a Organização Colegial Veterinária (OCV) reiterou à cidadania que o risco de transmissão da influenza aviária aos seres humanos continua sendo extremamente baixo. O contágio a pessoas é muito excepcional e requer uma exposição direta, reiterada e prolongada a ambientes fortemente contaminados ou ao manuseio de animais infectados.
As autoridades insistem que o sistema de vigilância epidemiológica está ativo e funcionando de maneira rigorosa, especialmente para monitorar qualquer possível mudança na capacidade de transmissão do vírus, como um eventual contágio de mamífero para mamífero, do qual, até o momento, não há constância. A prioridade continua sendo proteger as explorações avícolas domésticas mediante medidas de biossegurança e o confinamento de aves.





