Inovação energética na fronteira: conheça a usina solar flutuante que Brasil e Paraguai começaram a instalar.

A usina hidrelétrica Itaipu Binacional, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, iniciou a construção de um projeto inovador em energia. Ela construirá uma usina solar flutuante em Itaipu.

Este ambicioso projeto inicial prevê a instalação de 1584 painéis solares de 705 watts cada, montados em 4199 flutuadores.

A empresa já começou a instalação dos flutuadores no lago de seu reservatório, marcando um passo estratégico em direção à transição energética e à diversificação de suas fontes de geração.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou o papel da usina como pioneira na inovação do setor elétrico.

Transição energética avançando com a usina solar flutuante

“Projetos como este nos ajudam a entender como as novas tecnologias podem complementar as operações da usina sem afetar sua missão principal: gerar energia hidrelétrica segura, confiável e sustentável”, afirmou.

Este ambicioso projeto inicial prevê a instalação de 1584 painéis solares de 705 watts cada, montados em 4199 flutuadores. Ao final desta etapa, a ilha solar terá uma capacidade de 1 megawatt, suficiente para abastecer aproximadamente 650 residências.

A primeira fase da instalação, que inclui 132 painéis, já foi fixada na água. Espera-se que a usina esteja em pleno funcionamento antes do final do ano.

Já começou a instalação dos painéis solares flutuantes. (Foto: Página 12). Já começou a instalação dos painéis solares flutuantes. (Foto: Página 12).[/caption>

O objetivo inicial é que toda a energia produzida seja utilizada para o consumo interno da Itaipu Binacional. Segundo Rogério Meneghetti, superintendente de Energias Renováveis da empresa, essa experiência permitirá comparar a eficiência da geração solar na água em relação à geração em terra firme.

Um gigante da energia renovável

A relevância deste projeto é melhor compreendida ao considerar o vasto potencial do reservatório de Itaipu. Teoricamente, cobrir apenas 10% de sua superfície com painéis solares flutuantes poderia alcançar uma capacidade instalada de 14.000 megawatts, a mesma potência da própria usina hidrelétrica.

Atualmente, a usina Itaipu é uma das maiores do mundo, com uma capacidade instalada de 14.000 megawatts. Ela abastece cerca de 10% da demanda energética do Brasil e nada menos que 86% da do Paraguai.

As vantagens dos painéis flutuantes

As vantagens dos painéis flutuantes. (Foto: Redes Sociais). As vantagens dos painéis flutuantes. (Foto: Redes Sociais).[/caption>

Os painéis solares flutuantes oferecem várias vantagens importantes sobre os sistemas solares tradicionais instalados em terra. Entre elas:

  • Maior eficiência: a principal vantagem desses sistemas é o efeito de resfriamento natural da água. Os painéis solares funcionam de forma mais eficiente em temperaturas mais baixas.
  • Aproveitamento do espaço: permitem utilizar grandes extensões de água que, de outra forma, não teriam um uso produtivo, como reservatórios, lagos, tanques ou canais de irrigação.
  • Redução da evaporação: ao cobrir a superfície da água, atuam como uma barreira, reduzindo significativamente a evaporação da água, conservando assim um recurso vital.
  • Melhor integração com infraestruturas existentes: é possível combinar a energia solar flutuante com usinas hidrelétricas já existentes, aproveitando a infraestrutura de transmissão elétrica e criando um sistema híbrido mais eficiente.

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