Uma escola pública de Necochea cria o primeiro parque minieólico do mundo e aposta na energia limpa

Na cidade costeira de Necochea, o vento deixou de ser apenas uma característica da paisagem para se tornar uma ferramenta pedagógica. A Escola Técnica N° 1 “Ing. Mario A. Elpuerto” inaugurou o primeiro mini parque eólico escolar do mundo.

A iniciativa combina conhecimento técnico e compromisso ambiental. Além disso, posiciona a instituição como referência em energias renováveis dentro e fora do país.

O projeto foi divulgado pelo portal Ecojournal em novembro de 2025. Lá foi detalhado que o sistema conta com dois aerogeradores instalados por estudantes do sétimo ano.

Escola argentina instala o primeiro parque minieólico escolar do mundo. Fonte_ Ecos Diarios (1)
Escola argentina instala o primeiro parque minieólico escolar do mundo. Fonte_ Ecos Diarios (1)

Um sistema híbrido que integra vento e sol

A potência total instalada alcança os 0,7 kW, equivalentes a 700 watts. Atualmente, os equipamentos abastecem duas salas de aula, embora o objetivo seja cobrir toda a demanda elétrica do estabelecimento.

O primeiro aerogerador, de 300 watts, havia sido adquirido em 2018. Desde então, foi utilizado como recurso didático nas tecnicaturas em Energias Renováveis e Eletrônica.

Posteriormente, em 2025, os alunos construíram um segundo equipamento de 400 watts com materiais reciclados. Entre eles, uma antiga antena de rádio em desuso que funciona como torre de suporte.

A empresa Genneia colaborou com painéis didáticos para regular e armazenar a energia gerada. Assim, o sistema opera de maneira híbrida, priorizando vento e sol sobre a rede convencional.

Quais são os benefícios desta iniciativa?

Este mini parque eólico reduz o consumo de eletricidade proveniente de fontes fósseis. Em consequência, diminui a pegada de carbono da escola e promove um modelo energético mais limpo.

Além disso, fortalece a formação prática dos estudantes. Ao desenhar, montar e manter os equipamentos, adquirem experiência real em tecnologias renováveis e economia circular.

Por outro lado, o uso de componentes reciclados demonstra que a transição energética pode ser acessível. O reaproveitamento de materiais reduz custos e evita resíduos tecnológicos.

Além disso, o projeto consolida uma cultura institucional orientada à sustentabilidade. A energia limpa deixa de ser um conceito teórico e se integra à vida cotidiana escolar.

Uma escola pública de Necochea cria o primeiro parque minieólico do mundo e alcançou reconhecimento internacional. Foto: La Arena.
Uma escola pública de Necochea cria o primeiro parque minieólico do mundo e alcançou reconhecimento internacional. Foto: La Arena.

Reconhecimento internacional e projeção regional

A experiência teve repercussão global. O meio italiano GreenMe qualificou o parque como uma primazia mundial dentro do âmbito educativo.

Também a revista uruguaia Ambienta destacou a iniciativa como um precedente sem precedentes. Desta forma, a escola transcendeu o plano local.

No âmbito provincial, o governo bonaerense designou a instituição e o Centro de Formação Profissional N° 402 como sede do primeiro Centro Regional de Energias Renováveis.

Assim, desde a costa atlântica argentina, a comunidade educativa demonstra que o vento pode ser mais que um recurso natural. Pode se tornar, além disso, um símbolo de inovação, consciência ambiental e futuro sustentável.

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