No ano passado, Uruguai marcou outro marco em energia renovável: 98% de sua eletricidade total foi gerada de forma sustentável.
Assim, o pequeno país sul-americano se posiciona como um referencial tanto regional quanto global em sustentabilidade ambiental.
Segundo dados preliminares do Ministério da Indústria, Energia e Mineração (MIEM), a produção total de eletricidade entregue ao Sistema Interconectado Nacional (SIN) foi de 13.040 GWh no ano passado.
Embora o número tenha representado 10% a menos que o recorde de 14.290 GWh registrado em 2024, o nível de geração renovável se manteve historicamente alto.
O relatório elaborado pela Direção Nacional de Energia (DNE), dependente do MIEM, reflete o papel uruguaio em sustentabilidade.

Hidrelétrica e eólica dominam a matriz
Entre as renováveis, a energia hidrelétrica liderou novamente a matriz de geração no Uruguai.
Esta representou uma participação de 46% sobre o total, reduzindo levemente sua incidência em relação a 2024.
Por sua vez, a eletricidade de origem eólica representou 34% da produção, com um leve aumento interanual, o que a consolida como a segunda fonte de energia renovável mais importante do Uruguai.
Em menor medida, a energia gerada a partir de biomassa alcançou 14%, enquanto a de origem solar chegou a 4%, ambas com um aumento em sua incidência em relação ao período anterior.
Finalmente, e a melhor notícia para o Uruguai, a produção com base em fontes fósseis foi de apenas 2%.
No entanto, isso implica que duplicou sua participação em relação a 2024, embora mantendo a presença mínima na matriz.
Como foi a geração elétrica no Uruguai em 2025
Com forte predominância da energia renovável, a matriz energética do Uruguai no ano passado foi composta da seguinte forma:
- Hidrelétrica: 46% do total
- Eólica: 34% da produção
- Biomassa: 14% da matriz
- Solar: 4% do suprimento
- Fósseis: 2% da geração
O 8% do total gerado foi destinado à exportação, principalmente de energia de origem hidráulica, com uma participação de 79% sobre as vendas externas.
Quanto à geração mensal, a média foi de 1.080 GWh, com agosto como pico máximo (1.353 GWh) e abril como o mínimo (801 GWh).

Essa variação mensal responde a fatores climáticos e de demanda que caracterizam o setor energético uruguaio ao longo do ano.
Por outro lado, foi registrado que o fator de emissão de dióxido de carbono (CO2) do SIN foi de 11,2 tCO2/GWh, com uma variabilidade importante ao longo dos meses do ano.
Janeiro e fevereiro foram os meses de maior consumo de combustíveis fósseis.
Enquanto isso, no final do ano a incidência foi bastante menor, com uma melhora progressiva.
Uruguai, exemplo em energia renovável
Nos últimos anos, o Uruguai conseguiu manter um equilíbrio entre a geração de energia renovável, a exportação de excedentes e o abastecimento.
Estes são todos aspectos fundamentais para a sustentabilidade do sistema.
Nesta linha, os dados do MIEM consolidam o Uruguai como um líder em energia renovável, com níveis superiores a 95% de geração limpa durante vários anos consecutivos.
Este desempenho posiciona o país como um referencial internacional na luta contra as mudanças climáticas e na implementação de políticas energéticas sustentáveis a longo prazo.
Isso mesmo destacou recentemente a cadeia britânica BBC, que apontou o Uruguai como o país que mais adiaria a data em que a demanda anual de recursos naturais excede o que os ecossistemas são capazes de regenerar naquele ano.
Desta forma, a matriz energética do Uruguai continua sendo um modelo não apenas para a região, mas para o mundo.



