Com a ajuda de fungos e bactérias, a arquitetura pode se tornar ecológica.

Um novo enfoque na arquitetura poderia transformar radicalmente a forma como as cidades são construídas. Já não se trata apenas de concreto, aço e tijolos: agora também se somam **fungos e bactérias** vivas capazes de regenerar materiais danificados. Esta tecnologia não busca apenas edifícios mais resistentes, mas também uma [construção mais sustentável](https://noticiasambientales.com/innovacion/un-concreto-que-captura-carbono-y-fortalece-el-ambiente-innovacion-sostenible-para-la-construccion-del-futuro/).

Inspirada no concreto romano, que utilizava cinzas vulcânicas para ganhar durabilidade, a **bioarquitetura** atual explora soluções semelhantes, mas com a ajuda de **microorganismos**. O objetivo é reduzir as emissões, evitar o desperdício e diminuir a manutenção estrutural.

Um dos avanços mais destacados é o concreto autorreparador, desenvolvido nos **Países Baixos**. Graças a esporos bacterianos integrados em sua mistura, este material pode selar por si só as fissuras que aparecem com o tempo, regenerando a estrutura como um **organismo vivo** faria.

Este tipo de materiais inteligentes já demonstraram que podem fechar fissuras de até cinco milímetros em apenas duas semanas, prolongando a vida útil de pontes, ruas e edifícios por décadas, e reduzindo significativamente sua **pegada de carbono**.

hongos construcción
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Microorganismos que constroem e limpam o planeta

A **biotecnologia** também se aplica ao desenvolvimento de materiais que não apenas se regeneram, mas colaboram com o **ambiente**. Pesquisadores dos EUA conseguiram criar materiais a partir de fungos e bactérias capazes de suportar longas exposições e se adaptar ao ambiente urbano.

Um dos objetivos destas pesquisas é substituir materiais convencionais altamente poluentes, como o cimento tradicional, responsável por 8% das **emissões globais de CO₂**. As novas soluções buscam integrar funções benéficas como a autorreparação e a eliminação de **contaminantes**.

O micélio fúngico e certas bactérias permitem criar estruturas resistentes, porosas e **adaptáveis**, ao mesmo tempo que oferecem oportunidades para desenhos arquitetônicos mais audaciosos. Esta **bioconstrução** promete ser fundamental na criação de cidades resilientes às **mudanças climáticas**.

Na Inglaterra, por sua vez, pesquisadores desenvolvem concretos com **bactérias calcificadoras**, capazes de formar **cristais minerais** para selar fissuras invisíveis a olho nu. Esta propriedade regenerativa marca um antes e um depois no modo de projetar e conservar edificações.

Um futuro que se repara sozinho

Embora os custos iniciais destes **materiais biotecnológicos** sejam mais altos, seu potencial a longo prazo é imenso. Reduzem o uso de recursos, minimizam reparações e melhoram a durabilidade das construções.

Além disso, o interesse de organismos como a NASA revela que esta tecnologia pode ter aplicações mesmo fora da Terra. A capacidade dos **materiais vivos** de se repararem sem intervenção humana é ideal para ambientes hostis e distantes.

A **[revolução verde na arquitetura](https://noticiasambientales.com/innovacion/la-cupula-inflable-para-obras-mas-limpias-y-verdes-en-china-marca-la-innovacion-de-la-construccion-sustentable/)** já está em marcha. Com a ajuda de bactérias e fungos, o cimento se torna consciente e nossas cidades, pouco a pouco, aprendem a se curar.

Bacterias letais. Foto: Wikipedia.
Bacterias. Foto: Wikipedia.

Como ajudar o ambiente além dos materiais?

Embora a bioconstrução represente um avanço chave, há muitas outras formas em que cada pessoa pode contribuir para um ambiente urbano mais saudável:

  1. Optar por materiais sustentáveis:
    Desde o bambu até a madeira certificada ou o tijolo reciclado, escolher produtos com menor impacto ambiental reduz significativamente a pegada ecológica de qualquer obra.

  2. Reutilizar e restaurar construções:
    Em vez de demolir e construir do zero, reabilitar estruturas existentes permite economizar energia e recursos. Muitas cidades já incentivam este tipo de urbanismo circular.

  3. Usar energias limpas em casa:
    Integrar painéis solares, sistemas de aquecimento eficientes e dispositivos de baixo consumo é uma medida eficaz para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

  4. Promover a vegetação urbana:
    Plantar árvores, instalar telhados verdes ou simplesmente ter varandas com plantas melhora a qualidade do ar e regula a temperatura em ambientes urbanos.

  5. Escolher transporte sustentável:
    Caminhar, usar bicicleta ou transporte público ajuda a diminuir as emissões. Além disso, o planejamento de moradias próximas a centros urbanos reduz a necessidade de deslocamentos longos.

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