A expansão do bairro privado Puerto Nizuc sobre os pântanos de Hudson, em Berazategui, gerou controvérsia após a convocação para uma consulta pública tardia.
Ambientalistas denunciaram que a empresa convocou fora de tempo e que o dano ao ecossistema já está consumado.
A consulta pública pelo condomínio localizado nos pântanos de Hudson, perto da margem, agitou o debate ambiental na área.
Frente a isso, o Fórum Regional em Defesa do Rio da Prata, a Saúde e o Ambiente questionou duramente o processo.
Uma consulta pública pelos pântanos de Hudson
Os desenvolvedores de condomínios fechados instalados sobre os pântanos cumpriram com os marcos legais apenas após ordem judicial.
O Fórum lamentou que fosse necessário um julgamento para que Nueva Marinas del Sur solicitasse a convocação.
“Só cumprem com os marcos da lei quando a Justiça ordena”, argumentou o Fórum Rio da Prata em um comunicado oficial sobre o caso de Hudson.

A empresa desenvolvedora apresentou um pedido à Prefeitura de Berazategui para colocar à consideração cidadã estudos de impacto ambiental.
Esses documentos já haviam sido apresentados e aprovados, mas nunca foram submetidos a consulta comunitária.
O novo bairro privado nos pântanos de Hudson, fora de contexto e com dano consumado
“Chamam a uma consulta popular apenas porque a Justiça ordenou”, afirmou a entidade ambientalista sobre o processo nos pântanos de Hudson.
A organização apontou múltiplas irregularidades no procedimento administrativo do bairro privado.
A consulta apresenta vários problemas segundo os ambientalistas que denunciaram o avanço sobre os pântanos:
- Foi convocada fora de contexto temporal
- Deveria ter sido realizada no início do trâmite
- O processo sempre esteve incompleto
- Faltou a instância de participação cidadã
“O dano ambiental já está feito, mas além disso trata-se de uma consulta virtual em vez de presencial, realizada de forma enganosa e quase em silêncio”, afirmaram do Fórum sobre a situação em Hudson.

A preocupante destruição prévia do ecossistema
A convocação chegou depois que Puerto Nizuc destruiu florestas e pântanos na área de Hudson.
Os ambientalistas sustentam que a consulta deveria ter sido feita antes de retomar as obras do abandonado empreendimento de Puerto Trinidad.
“Uma consulta que deve ser de participação aberta e inclusiva se converte em uma zombaria ao povo que dizem consultar”, denunciou o Fórum Rio da Prata.
A organização considera que o processo violou normas legais nacionais e internacionais sobre participação cidadã.
A controvérsia sobre Puerto Nizuc nos pântanos de Hudson reflete os conflitos entre desenvolvimento imobiliário e conservação de ecossistemas na margem bonaerense.
O caso continua sob escrutínio judicial enquanto a consulta pública avança em meio a questionamentos.
Os vizinhos de Berazategui terão oportunidade de se expressar sobre os estudos de impacto ambiental, embora a destruição do pântano em Hudson já tenha se concretizado segundo denúncias ambientalistas.



