
Presentan un amparo para proteger el Parque Caraguatá y frenar un basural que amenaza humedales en Chaco. Foto: Wikipedia.
A crescente preocupação com a degradação ambiental no entorno do Parque Caraguatá, na zona norte de Resistência, motivou a apresentação de uma ação de tutela ambiental perante a Justiça provincial. A iniciativa foi impulsionada pela vereadora Lucila Masin junto com moradores do setor, que denunciam há tempos a formação de um lixão a céu aberto e a queima constante de resíduos.
A reclamação judicial solicita a suspensão imediata das atividades de descarte de lixo e de remoção de solo em um terreno que se encontra próximo a uma lagoa integrada ao sistema de escoamento hídrico da cidade. Segundo os denunciantes, as atividades representam um risco tanto para o meio ambiente quanto para a saúde da população.
Além da acumulação de resíduos, as organizações comunitárias alertam que as queimadas geram emissões poluentes e comprometem um espaço natural considerado estratégico para a regulação de excedentes hídricos durante os períodos de chuvas intensas.
A apresentação sustenta que o terreno afetado faz parte de um conjunto de reservatórios naturais fundamentais para o funcionamento do plano mestre hídrico de Resistência. Estas lagoas permitem armazenar temporariamente a água da chuva e diminuir o risco de alagamentos em diferentes setores urbanos.
Nesse contexto, os proponentes da ação consideram que a disposição de resíduos e o movimento de terra alteram as condições naturais da zona úmida e podem afetar sua capacidade de cumprir essa função.
Além disso, apontaram que o problema transcende a gestão de resíduos, já que envolve a preservação de um ecossistema cuja estabilidade é crucial para o equilíbrio ambiental e a segurança dos habitantes frente a eventos climáticos extremos.
Como parte do processo, também foi promovida uma atuação perante o Juizado Ambiental Municipal para informar a situação e solicitar medidas preventivas complementares.
Segundo a denúncia, as atividades observadas teriam sido realizadas por meio de caminhões pertencentes ao município de Resistência. Para respaldar a apresentação, os moradores incorporaram registros fotográficos e audiovisuais que documentariam a descarga de resíduos e os trabalhos realizados sobre o terreno.
Enquanto do âmbito municipal foi indicado que parte do material corresponderia a restos de poda urbana, aqueles que impulsionam a reclamação sustentam que no local existem resíduos de diversas naturezas e movimentos de solo incompatíveis com a proteção ambiental da área.
O caso continuará avançando com um reconhecimento judicial previsto para o 2 de julho, instância na qual será inspecionado o terreno para avaliar o estado do local e as intervenções denunciadas.
Moradores e organizações ambientalistas expressaram sua preocupação com as recentes intervenções realizadas no Parque Caraguatá, em Resistência. Denunciam movimentos de solo, uso de maquinário pesado e corte de árvores nativas, incluindo quebrachos, sem informação pública detalhada nem divulgação de um Estudo de Impacto Ambiental.
Além disso, sustentam que as obras teriam destruído ninhos de aves e abrigos de fauna, afetando a biodiversidade da área. Lembram que o parque conserva canhadas, pastagens, palmeirais, florestas e mata nativa, onde habitam espécies de alto valor ecológico, como o macaco bugio, declarado Monumento Natural Provincial.
As organizações também destacam o valor cultural do local, já que durante anos foi cenário de atividades junto a comunidades Qom para preservar conhecimentos sobre a mata e as plantas medicinais. Além disso, apontam que há mais de uma década promovem projetos de educação ambiental e promovem que o terreno seja reconhecido como Reserva Natural.
Diante deste cenário, reclamam maior transparência sobre as intervenções, a publicação do Estudo de Impacto Ambiental e medidas que garantam a conservação do patrimônio natural e cultural. Consideram que proteger o Parque Caraguatá é fundamental para preservar um dos principais pulmões verdes de Resistência e sua biodiversidade.
Os lixões a céu aberto geram múltiplos impactos sobre os ecossistemas. A acumulação de resíduos favorece a contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas mediante líquidos lixiviados que podem transportar substâncias perigosas para lagoas, riachos e aquíferos.
Além disso, a queima de lixo libera partículas finas, gases tóxicos e compostos poluentes que deterioram a qualidade do ar. A exposição prolongada a essas emissões pode aumentar o risco de doenças respiratórias, irritações oculares e outros problemas de saúde, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
Por outro lado, esses espaços costumam se tornar focos de proliferação de insetos e roedores transmissores de doenças, ao mesmo tempo que degradam a biodiversidade local, alteram o funcionamento das zonas úmidas e reduzem a capacidade natural da paisagem para regular a água da chuva. Sua adequada gestão é essencial para proteger tanto o meio ambiente quanto a qualidade de vida das comunidades próximas.
O julgamento oral sobre a aplicação de produtos fitossanitários na zona periurbana de Pergamino concluiu…
O município de Cafayate deu um passo decisivo para proteger os ecossistemas afetados pelos recentes…
Uma sucessão de terremotos registrada em menos de 24 horas voltou a captar a atenção…
Uma operação realizada em Concordia, província de Entre Ríos, resultou no resgate de 19 animais…
A Reserva da Biosfera Pereyra Iraola voltou a ficar no centro do debate ambiental após…
Activistas de Greenpeace México realizaram uma intervenção no Terminal 2 do Aeroporto Internacional da Cidade…