Na semana passada, o Ministério da Ecologia de Misiones realizou duas operações de controle ambiental com patrulhas e monitoramento aéreo para prevenir ilícitos e reduzir riscos de incêndios florestais.
As ações se concentraram no Lago Urugua-í e em áreas protegidas do centro e sul da província. Tanto guarda-parques quanto policiais e brigadistas participaram do desdobramento.
A operação de controle ambiental realizada pela província incluiu rondas terrestres e aquáticas em zonas sensíveis por sua biodiversidade.
O objetivo das autoridades é desencorajar atividades ilegais que possam danificar a fauna e flora nativa.
Desde a Ecologia explicaram que essas tarefas visam proteger os recursos naturais e reforçar a vigilância na temporada de verão.
Em particular, as florestas nativas e parques provinciais foram prioridade.

Como foram as operações de controle ambiental no Lago Urugua-í
Na última sexta-feira, guarda-parques da Paisagem Protegida Lago Urugua-í e do Parque Provincial Puerto Península realizaram uma ampla ronda preventiva. Além disso, a polícia ambiental também colaborou na operação.
O procedimento abrangeu aproximadamente 90 quilômetros por água e 200 quilômetros por terra. O objetivo central foi detectar redes ilegais e outras práticas prejudiciais.
Como resultado, o pessoal conseguiu apreender cerca de 1500 metros de redes de diferentes medidas. Também confiscaram câmaras infladas usadas para a caça ilegal.
Além disso, destruíram um barco de madeira usado para a atividade ilícita. As redes ficaram depositadas no posto do Lago Urugua-í, segundo informou o Ministério.
Esta primeira operação de controle ambiental buscou frear a pesca ilegal e evitar seu impacto sobre diferentes espécies e habitats. As ações também reforçaram o cuidado do entorno do lago.
Entre os elementos-chave do desdobramento destacaram-se:
- Patrulhas aquáticas constantes
- Rondas terrestres extensas
- Apreensão de redes ilegais
- Coordenação com forças de segurança provincial

Monitoramento aéreo e prevenção do fogo
Por outro lado, também na semana passada – embora na quinta-feira – a Ecologia realizou um voo integral para monitorar o estado da massa florestal e detectar focos de incêndio precoces.
Isso ocorre como resposta ao alerta extremo por incêndios que atualmente atravessa a província.
A operação foi realizada a bordo de um helicóptero da Polícia de Misiones e participaram agentes vinculados à conservação e controle florestal.
Do percurso fizeram parte o guarda-parque Onésimo Olivera e o brigadista Mario Escobar, junto aos engenheiros Mateo Sosa e Rodrigo Castillo. Depois, a equipe técnica avaliou riscos.
Durante o sobrevoo, o pessoal observou florestas nativas, áreas protegidas e setores de influência. O diagnóstico preliminar detectou apenas três colunas de fumaça pequenas.

Segundo indicaram, essas colunas estavam presumivelmente vinculadas à queima de resíduos de colheita em propriedades rurais. Não identificaram incêndios ativos em desenvolvimento.
O voo incluiu parques como Fachinal, da Serra, Salto Encantado e a Bacia do Arroyo Yabebiry. As áreas de selva apresentaram bom estado de umidade.
Em pastagens observou-se uma condição mais crítica, de acordo com a época, embora dentro de parâmetros controlados. Os destacamentos permaneceram operativos com guardas ativas.
A operação de controle ambiental também permitiu registrar trajetórias de voo e pontos de interesse. Isso fortaleceu o controle e a prevenção em toda a província.
Misiones reforçou assim uma estratégia integral com vigilância em terra, água e ar. Conservação ambiental e prevenção foram os eixos centrais do desdobramento oficial.



