Buenos Aires endurece normas para obras na costa atlântica, elevando o padrão ambiental e urbanístico provincial

A Autoridade da Água da província de Buenos Aires emitiu duas resoluções chave que fortalecem a proteção do domínio público hídrico e ordenam a intervenção prévia do organismo em obras municipais na costa atlântica.

Publicadas no Boletim Oficial, ambas as normativas buscam unificar critérios de proteção ambiental na costa atlântica e nos cursos de água bonaerenses.

Restrição ampliada na margem do Mar Argentino

A Resolução N° 1520 eleva para 150 metros a faixa de proibição para loteamentos e edificações em General Pueyrredón.

A modificação do artigo 3° da Resolução 126/2014 estabelece que não poderão ser realizados loteamentos nem edificações nos 150 metros adjacentes ao oceano, nem sobre dunas e cadeias de dunas, mesmo a maior distância.

Esta mudança substitui o recuo de 100 metros vigente desde 2014, alinhando-se com o Código de Águas (Lei 12.257) e fortalecendo a proteção de ecossistemas costeiros.

A medida foi consensuada com desenvolvedores privados e validada pela Assessoria Geral de Governo e pela Procuradoria do Estado, que ordenaram sua notificação ao município de General Pueyrredón.

Intervenção obrigatória em obras sobre margens na costa atlântica

A Resolução N° 1521 exige que a Autoridade da Água participe antes de qualquer modificação em margens marítimas ou fluviais.

A norma estabelece que nenhum município poderá autorizar obras que impliquem alterações materiais ou jurídicas em margens administradas por convênio sem a intervenção do organismo provincial.

Aplica-se a imóveis colindantes com o domínio público, mesmo que estejam separados por ruas, e circunscreve-se a setores onde se situam Unidades Turísticas Fiscais.

costa atlântica
A costa atlântica vem sofrendo problemas com a erosão de suas praias.

Problemas ambientais e urbanísticos por construções sem controle

A falta de fiscalização agrava a erosão costeira, a perda de habitats e a desordem urbana.

  • Erosão costeira: A alteração do relevo natural provoca um desequilíbrio sedimentar que afeta praias e falésias
  • Perda de habitats: A urbanização indiscriminada destrói ecossistemas vitais como as dunas
  • Contaminação: Resíduos de obra e falta de saneamento geram impactos no ar, água e solo

Impactos sociais e de gestão territorial

A expansão urbana sem planejamento coloca em risco a infraestrutura e dificulta o desenvolvimento sustentável.

  • Desordem urbana: Fragmentação do território sem resposta às necessidades comunitárias
  • Infraestrutura saturada: Pressão sobre serviços básicos como água potável e coleta de resíduos
  • Obras não declaradas: Evasão fiscal e falta de controle, como as detectadas pela ARBA em zonas costeiras

Rumo a um ordenamento territorial com justiça ambiental

As novas resoluções consolidam padrões mínimos provinciais e fortalecem o planejamento a longo prazo.

Estas medidas permitem evitar discrepâncias locais, proteger a paisagem costeira e garantir a integridade do domínio público hídrico, estabelecendo as bases para uma gestão ambiental mais eficaz e equitativa.

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