As autoridades chilenas iniciaram uma investigação contra **Camilo Sanhueza**, ex-embaixador e atual chefe da Divisão de Assuntos Antárticos do Ministério das Relações Exteriores, por **presunto contrabando de peles dissecadas** de espécies protegidas. A carga, que incluía peles de **leão, zebra, raposa e lince**, foi confiscada no porto de San Antonio.
O Serviço Nacional de Alfândega **detectou 16 peles dissecadas escondidas em um contêiner declarado como pertences pessoais**. Entre os itens apreendidos havia tapetes decorativos, um casaco e gorros de pele de raposa, além de cantis revestidos com peles de diversas espécies. Várias delas são protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), o que proíbe sua entrada no Chile.
A descoberta resultou em **uma investigação liderada pela promotoria de Valparaíso** e em um processo administrativo ordenado pelo Ministério das Relações Exteriores. A identidade do responsável foi inicialmente mantida em sigilo, mas posteriormente confirmou-se que se tratava de Sanhueza, que foi embaixador do Chile na Hungria entre 2020 e 2024.
O Ministério das Relações Exteriores comunicou a abertura do processo administrativo para determinar as responsabilidades do diplomata. Além do suposto crime de contrabando, Sanhueza poderá enfrentar acusações por violar a legislação nacional sobre **comércio ilegal de espécies protegidas**.

Como as peles foram descobertas?
Os 16 produtos feitos a partir das peles de **zebra, órix, lince, leão e raposa** foram descobertos pela equipe da Direção Regional de Alfândega de San Antonio em 28 de janeiro.
Essas peles estavam dentro de **um contêiner vindo da Europa**, que chegou às costas chilenas por mar com pertences do funcionário diplomático, que havia encerrado suas funções na Hungria.
De acordo com os agentes da Alfândega, essas peles seriam as provas que garantem que Sanhueza violou a Lei Nº 20.962, ligada à CITES. Em decorrência disso, as autoridades **apresentaram uma queixa**, investigada pelo Ministério Público chileno.

Contrabando de peles, uma prática penalizada pela lei
No Chile, o contrabando acarreta multas e **penas de prisão** que podem chegar até três anos, dependendo da gravidade do delito e da natureza dos bens envolvidos. O caso gerou grande repercussão, dada a posição do funcionário e o **impacto ambiental desse tipo de comércio ilegal**.
As autoridades continuam com a **investigação para esclarecer os fatos** e determinar possíveis sanções contra o ex-embaixador. Enquanto isso, organizações ambientalistas manifestaram preocupação com o contrabando de espécies protegidas e instaram a reforçar os controles para evitar a entrada ilegal desses produtos no país.
Fonte: AP.
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