Da província de Buenos Aires, promove-se a criação de uma Frente Ambiental Latino-Americana para o debate global.

O Ministério do Meio Ambiente da Província de Buenos Aires organizou o congresso internacional “Agenda Ambiental Latino-Americana” na Universidade Nacional de Lomas de Zamora.

Durante dois dias, mais de 2000 pessoas, juntamente com líderes nacionais e internacionais, discutiram os desafios urgentes enfrentados pela América Latina diante da crise climática.

Ao final do congresso, a ministra do Meio Ambiente da província de Buenos Aires, Daniela Vilar, lançou uma proposta chave: formar uma Frente Ambiental Latino-Americana.

Agenda Ambiental Latino-Americana
Agenda Ambiental Latino-Americana

O objetivo desta iniciativa é que a região se destaque “na discussão global para impulsionar uma transição ecológica justa“, como afirmou a funcionária.

O Congresso “Agenda Ambiental Latino-Americana” ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Lomas de Zamora, reunindo autoridades, especialistas e organizações de toda a região.

O evento serviu como um espaço de debate coletivo, com foco na próxima COP30, que ocorrerá em Belém, Brasil.

O encerramento deste importante encontro ficou a cargo da ministra do Meio Ambiente da Província de Buenos Aires e organizadora do evento, Daniela Vilar.

Ela foi acompanhada por figuras proeminentes como o presidente do Partido Justicialista da Província de Buenos Aires, Máximo Kirchner; o ex-presidente da Colômbia, Ernesto Samper; a ex-ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Susana Muhamad; e o líder social do MTE-UTEP, Juan Grabois.

Durante sua intervenção, a ministra Daniela Vilar enfatizou a missão da frente proposta: “Nosso objetivo é formar uma Frente Ambiental Latino-Americana que se destaque na discussão global para impulsionar uma transição ecológica justa.

Somos os países do sul global que contribuem com os bens comuns naturais para mitigar a crise ambiental. E, no entanto, somos nós também que vivemos com dívidas financeiras, com organismos internacionais que tentam controlar o que acontece em nossas nações e com a perseguição política aos líderes que se atrevem a questionar essa ordem, como estão fazendo com a condenação ilegítima de Cristina. Queremos Bem Viver, queremos soberania, queremos liberdade para nossos povos, queremos liberdade para Cristina”.

Abertura do evento

A abertura do congresso contou com a participação do governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof; o prefeito de Lomas de Zamora, Federico Otermin; o embaixador do Brasil, Julio Glinternick, e a Decana da Faculdade de Direito da UNLZ e membro do Conselho da Magistratura, María Fernanda Vázquez.

Temas abordados e participantes destacados na discussão global

Os diversos painéis e conversas do congresso abordaram uma ampla gama de temas cruciais, incluindo: a justiça social diante da crise ecológica, o impacto da transição energética nas economias locais, a importante articulação entre o setor científico e o Estado, a economia circular com inclusão social, e a inovação como ferramenta fundamental para a ação climática.

O evento contou com a presença de importantes referências internacionais de toda a América Latina, como Tainá de Paula, secretária de Meio Ambiente do Rio de Janeiro; Julia Alvarez Icaza, secretária do Meio Ambiente da Cidade do México; e Gabriela Rivadeneira, diretora Executiva do Instituto para a Democracia Eloy Alfaro do Equador, entre outros.

Além disso, autoridades de Meio Ambiente de nove províncias argentinas participaram, juntamente com figuras proeminentes como o ex-chanceler Jorge Taiana; a ex-deputada nacional e especialista em direito ambiental Graciela Camaño; a presidente da Indústrias Guidi, Carolina Castro; os prefeitos Leonardo Botto e Federico Susbielles, juntamente com outros prefeitos e prefeitas latino-americanos; os ministros provinciais Nicolás Kreplak, Alberto Sileoni e Florencia Saintout; as jornalistas Julia Mengolini, Marina Aizen e Gisela Busaniche; bem como diversos líderes políticos, cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizações sociais e ambientais, universidades, ONGs, empresas e indústrias ligadas ao setor, e jornalistas especializados.

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