Na terça-feira, em Brasília, começou a Conferência Mundial sobre Clima e Saúde. Trata-se de um evento chave que reúne durante três dias representantes de governos, organizações internacionais, organizações sociais e especialistas em saúde pública e meio ambiente.
O objetivo: integrar a saúde como pilar central na ação climática global, rumo à próxima COP30, que será realizada em Belém do Pará, no mesmo país, em novembro.
A conferência é organizada pelo Governo do Brasil, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Aliança para a Ação Transformadora sobre o Clima e a Saúde (ATACH).
Busca reforçar as políticas de adaptação sanitária às mudanças climáticas e destacar os benefícios para a saúde resultantes da ação climática.
Saúde e mudanças climáticas: uma agenda urgente para a região
A agenda contra as mudanças climáticas.
O diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, abriu o encontro com um apelo urgente para colocar a saúde e a equidade no centro da agenda climática.
Ele destacou que os países das Américas enfrentam temperaturas recordes, surtos de doenças e fenômenos meteorológicos extremos. Além disso, as populações mais vulneráveis – que menos contribuem para as mudanças climáticas – são as mais afetadas por seus impactos.
Barbosa também enfatizou o trabalho da OPAS com os Estados Membros para fortalecer os sistemas de saúde diante das mudanças climáticas. Isso é feito por meio de planos nacionais de adaptação, melhorias na infraestrutura de saúde, sistemas de vigilância de doenças sensíveis ao clima e medidas de prevenção diante de fenômenos extremos.
Para ampliar esses esforços, ele destacou a necessidade crítica de financiamento climático internacional.
Os eixos do encontro e o caminho para a COP30
Esta é a quinta Conferência Global sobre Clima e Saúde e se articula em torno de três eixos temáticos: vigilância sanitária; estratégias políticas baseadas em evidências; e capacitação, inovação e produção.
Os eixos a serem abordados na Conferência Mundial.
Ao longo do evento, serão realizadas sessões técnicas, mesas-redondas e workshops que abordarão temas como:
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O Índice de Saúde Ambiental Infantil
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Efeitos da seca na saúde materno-infantil no Brasil
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O direito ao ar limpo
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Estratégias de mudança climática e saúde na região andina (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela)
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Aplicações de inteligência artificial para sistemas de saúde resilientes
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A situação ambiental e sanitária da Amazônia
As contribuições e conclusões do encontro serão incorporadas ao Plano de Belém sobre Ação para a Saúde. Este plano servirá como um guia para integrar a saúde como eixo transversal nas políticas climáticas globais.
Este plano será apresentado na COP30, consolidando a liderança do Brasil na ligação entre saúde, justiça climática e sustentabilidade.



