O desmatamento ameaça significativamente mais de 50% das florestas do mundo, concentradas principalmente em cinco nações, desencadeando uma crise climática que destaca o desequilíbrio global.
Este fenômeno se intensifica devido às mudanças climáticas, ao aumento do consumo global e à pressão sobre os recursos naturais impulsionada pelos mercados internacionais.
De acordo com Diana Colomina, líder do programa de florestas da WWF, mais de 54% das florestas mundiais, equivalentes a cerca de 4 bilhões de hectares, estão localizadas no Brasil, Canadá, Estados Unidos, Rússia e China.
Esses países enfrentam crescentes pressões pela expansão agrícola, exploração de recursos e a demanda por matérias-primas.
A principal preocupação não é apenas o desaparecimento das florestas, mas a rapidez com que isso ocorre. Segundo a FAO, a cada ano se perdem em média 10,9 milhões de hectares de floresta na última década, o que equivale a mais de 15 milhões de campos de futebol.
O desmatamento em cinco países
Este fenômeno afeta principalmente regiões tropicais da América, África e Ásia, onde as florestas são transformadas em cultivos e pastagens para satisfazer um sistema agroalimentar cada vez mais exigente.
A concentração de mais da metade das florestas do mundo em apenas cinco países torna essas regiões cruciais para o equilíbrio climático do planeta, mas também as torna vulneráveis ao destino desses ecossistemas.
A expansão do setor agroalimentar destaca-se como a principal causa do desmatamento. Os produtos resultantes são destinados principalmente aos mercados internacionais, especialmente na Europa e China.
A União Europeia é reconhecida como responsável por aproximadamente 16% do desmatamento importado, o que destaca seu papel no contexto global.
Em resposta, a UE implementou o regulamento EUDR em 2023, focado em produtos livres de desmatamento. No entanto, enfrenta desafios, como a pressão dos Estados Unidos para suavizar a normativa, segundo Greenpeace.
Além do desmatamento, a degradação florestal é um problema menos visível, mas igualmente crucial. Este processo implica a alteração da qualidade da floresta, afetando sua capacidade de funcionar como sumidouros de carbono e sua biodiversidade.
As florestas são vitais para a biodiversidade, abrigando mais de dois terços das espécies terrestres. Sua perda pode desencadear o colapso de ecossistemas completos, ameaçando tanto a natureza quanto a economia global.
Em resumo, não se trata apenas de proteger as florestas, mas de abordar um problema estrutural que requer soluções amplas e sustentáveis.



