Por meio de um decreto presidencial, o Governo modificará a Lei de Glaciares (N° 26.639), para reduzir as áreas protegidas e promover a atividade mineradora e de hidrocarbonetos.
Assim explicaram fontes oficiais nos últimos dias. A norma visa promover a instalação de indústrias extrativas, a liberação de produtos químicos ou resíduos e a construção de infraestrutura não relacionada à pesquisa científica.
Segundo informações do TN, também pretende conceder atribuições às províncias sobre os espaços onde podem desenvolver indústrias.
Alerta sobre a Lei de Glaciares: o que mudará na regulamentação
O derretimento de glaciares já preocupa e a modificação da norma pode ser mais prejudicial.
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Os limites de proteção serão redefinidos: apenas áreas formadas exclusivamente por rocha ou detritos ativos, com mais de 1 ha, com pelo menos 2 anos de antiguidade e registradas no Inventário Nacional de Glaciares manterão o status de proteção.
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As autorizações provinciais serão ampliadas para habilitar indústrias.
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Os glaciares cobertos e descobertos continuarão protegidos, e a obrigação de relatórios de impacto ambiental será mantida.
Segundo o Executivo, o decreto fornecerá “segurança jurídica” para projetos de investimento em zonas periglaciares, que enfrentavam incertezas sob a legislação atual.
A medida foi impulsionada pelo Ministério da Economia, liderado por Luis Caputo, juntamente com a Secretaria de Energia (Maria Tettamanti), Coordenação de Energia e Mineração (Daniel González) e a Secretaria Jurídica e Técnica (Maria Ibarzabal).
As consequências para o ambiente e o abastecimento de água
As zonas periglaciares desempenham um papel hidráulico crítico: regulam cursos de água, atuam como reguladores térmicos. Portanto, a violação dessas áreas poderia comprometer a disponibilidade de água doce em bacias-chave.
Organizações como Greenpeace Argentina já alertaram que “alterá-la para favorecer investimentos sem controles rigorosos é um sinal perigoso”, visto que esses ambientes funcionam como reservas estratégicas diante das mudanças climáticas.
Em 2024, durante a discussão da “Lei Base”, propostas de alterações semelhantes já haviam sido apresentadas, mas foram retiradas por falta de apoio no Congresso.
A relevância dos glaciares.
Até mesmo a ONU alertou em fevereiro de 2024 que essas mudanças eram “regressivas” e poderiam prejudicar o ambiente para os defensores do meio ambiente.



