Na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3), que ocorre de 9 a 13 de junho de 2025 em Nice, a ONU alertou sobre o plástico.
Os microplásticos, pequenas partículas, chegam aos alimentos, à água e ao ar. Estima-se que cada habitante do planeta consome mais de 50.000 partículas de plástico por ano. Seriam muitas mais se considerarmos a inalação.
Num contexto marcado pelo aquecimento global, a contaminação e a sobrepesca, esta cúpula busca impulsionar medidas concretas para proteger o planeta.
Pressão sobre os oceanos: contaminação por plástico, aquecimento e sobrepesca
Os plásticos no oceano.
Os especialistas alertam que os ecossistemas oceânicos enfrentam uma tripla ameaça: a contaminação (especialmente por plásticos), o aumento da temperatura marítima e a sobreexploração pesqueira.
Com os oceanos cobrindo mais de 70% do planeta e sendo fonte vital de oxigênio, alimentos e regulação climática, é urgente tomar medidas imediatas que garantam sua conservação.
Além disso, no âmbito do Meio Ambiente, em 5 de junho, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, destacou que “a contaminação por plásticos está sufocando nosso planeta, danificando os ecossistemas, o bem-estar e o clima”.
E acrescentou: “os resíduos plásticos obstruem os rios, contaminam os oceanos e colocam em perigo a vida selvagem”.
Por outro lado, apontou-se a necessidade de se chegar a um entendimento pelo tratado de plásticos. “Este ano precisamos de um acordo ambicioso, crível e justo”, que cubra o ciclo de vida do plástico, através da perspectiva das economias circulares“, sustentou Guterres.
“Que responda às necessidades das comunidades e se alinhe com objetivos ambientais mais amplos, e que seja aplicado rapidamente e integralmente“, acrescentou.
Guterres instou os negociadores a que “voltem às conversações em agosto decididos a encontrar um caminho comum para superar suas diferenças e alcançar o tratado que nosso mundo necessita”.
Por que 2025 é um ano decisivo para os oceanos
Cada pessoa consome mais de 50.000 partículas de microplásticos.
A pressão sobre as áreas marinhas sem proteção legal está aumentando, e a cúpula de Nice pretende catalisar tanto acordos voluntários como legalmente vinculativos.
Estes buscam estabelecer novas áreas protegidas em alto mar e fortalecer as políticas de conservação sob a ótica da resiliência climática.
A proteção do oceano não só beneficia a biodiversidade, também é fundamental para mitigar as mudanças climáticas.
Segundo a UNESCO, ações como a conservação marinha, combustíveis limpos e transporte marítimo sustentável poderiam reduzir até 4 gigatoneladas de CO₂ por ano até 2050, comparáveis às emissões dos EUA.



