O verão de 2025 marcou um marco climático global, com temperaturas recordes no Reino Unido, Japão e Coreia do Sul.
De acordo com o Escritório Meteorológico Nacional Britânico (Met Office), o Reino Unido teve seu verão mais quente desde o início dos registros em 1884, com uma temperatura média de 16,10 °C entre junho e agosto, superando o recorde anterior de 2018 (15,76 °C).
Reino Unido: quatro ondas de calor e máximas históricas
O calor persistente foi impulsionado por sistemas de alta pressão, mares quentes e solos secos.
Durante o verão britânico, foram registradas quatro ondas de calor, com uma temperatura máxima de 35,8 °C registrada em 1 de julho em Kent. A cientista Emily Carlisle explicou que o fenômeno foi resultado de uma combinação de fatores:
- Alta pressão atmosférica prolongada
- Temperaturas anormalmente quentes nos mares circundantes
- Solos secos após uma primavera com pouca chuva
“Essas condições favorecem a acumulação e persistência do calor, com temperaturas máximas e mínimas muito acima da média”, afirmou Carlisle.
O histórico verão de 1976 (15,70 °C) ficou fora do top cinco mais quentes, todos agora posteriores ao ano 2000. O Met Office alertou que um verão como o de 2025 é 70 vezes mais provável em um contexto de emissões antropogênicas de gases de efeito estufa.

Japão: recorde absoluto e crise sanitária devido ao calor extremo
Mais de 84.000 hospitalizações entre maio e agosto por insolação.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) confirmou que o país teve o verão mais quente desde 1898, com uma temperatura média 2,36 °C acima do valor padrão. Foi o terceiro verão consecutivo com recordes térmicos, e o impacto foi severo:
- 84.521 pessoas hospitalizadas por insolação entre 1 de maio e 24 de agosto
- Padrões meteorológicos erráticos e aumento sustentado das temperaturas
Coreia do Sul: máximas históricas e seca extrema
Gangneung declara desastre nacional devido à falta de água potável.
A Coreia do Sul também quebrou seu recorde histórico, com uma temperatura média de 25,7 °C entre junho e agosto, superando o registro de 2024 (25,6 °C).
A Administração Meteorológica da Coreia informou que a cidade costeira de Gangneung, com 200.000 habitantes, enfrenta uma seca prolongada:
- Represa de Obong com menos de 15 % de capacidade
- Estado de desastre nacional declarado
Mudanças climáticas: uma tendência que se intensifica
Os verões extremos já não são excepcionais, mas parte de uma nova normalidade climática.
O aumento das temperaturas médias em diferentes regiões do mundo confirma uma tendência global de aquecimento acelerado, com consequências diretas para a saúde pública, a segurança hídrica e a resiliência urbana e rural.



