No âmbito de uma nova edição do Censo de Lixo Costeiro Marinho que está sendo realizado nas praias de Mar del Plata, os níveis de contaminação encontrados pelos voluntários foram impactantes.
O resíduo mais importante até agora é, de acordo com o divulgado, o plástico. O estudo, liderado pela Red Costera Bonaerense (RECOBO), também revelou dados preocupantes sobre a contaminação nas praias.
A nova edição do censo e os resíduos encontrados
Durante esta jornada da oitava edição do Censo Provincial de Lixo Costeiro Marinho, realizado nas praias Félix U. Camet e Florisbelo Acosta, foi confirmado que 74% dos resíduos encontrados são plásticos.
Este resultado, que se mantém em números semelhantes aos anos anteriores, destaca a urgência de gerar estratégias para a prevenção da contaminação.
O censo de lixo costeiro realizado em Mar del Plata. (Foto: La Capital).
A jornada de conscientização e limpeza contou com a participação de alunos do Instituto Carlos Tejedor. Os jovens trabalharam em duplas, coletando e registrando os diferentes tipos de resíduos encontrados na areia.
O trabalho deles, essencial para obter dados precisos sobre a situação atual, incluiu a classificação do lixo antes de ser levado para o aterro.
Segundo informações ao jornal La Capital por Sergio Morón, biólogo e professor do instituto, o plástico é o resíduo mais comum devido à sua lenta degradação. Morón enfatizou um ponto crucial: “Qualquer coisa que é jogada nos esgotos ou na rua, acabará na praia”. Essa conexão direta entre os resíduos urbanos e a contaminação costeira ressalta a necessidade de uma abordagem abrangente.
Apesar da magnitude do problema, Morón demonstrou otimismo em relação à mudança de mentalidade nas novas gerações. “As crianças educam seus pais. São muito mais responsáveis e cuidam muito mais do ambiente”, afirmou. Esse compromisso juvenil é visto como um motor de mudança que, com o tempo, poderia gerar um impacto positivo na sociedade.
Os dados obtidos nas diferentes praias da província serão analisados em conjunto, e espera-se que os resultados finais estejam prontos até meados de outubro.
Os resultados de 2024: mais de 70% dos resíduos em toda a costa bonaerense são plásticos
Conforme divulgado pelo Mundo Marino no ano passado, nessa sétima edição, foi coberta uma área total de 297.636 m2 (quase 30 hectares) e contou com a colaboração de 45 organizações do terceiro setor e governamentais.
O plástico invade as costas.
Os resultados compilados registraram um total de 49.913 resíduos censados, dos quais 74,05% eram plásticos, um número quase idêntico ao dos dados anteriores. Em 2023, a iniciativa não pôde ser realizada devido ao surto de gripe aviária que afetou diversas espécies de fauna marinha.
Dentro do item “plásticos”, o contaminante mais encontrado durante essa última edição do censo foi o composto por embalagens que representaram 14,17% do total.
Esses materiais de uso único, como celofane ou nylon, projetados para proteger ou conter produtos por um curto período, são descartados rapidamente e geralmente acabam em ecossistemas terrestres e marinhos.
Após as embalagens plásticas, os contaminantes mais encontrados foram pontas de cigarro (13,34%), fragmentos de plástico (11,87%), sacolas plásticas (8,38%) e fragmentos de vidro (7,55%).



