Desde 2022, o Ministério do Meio Ambiente de Taiwan ativou um sistema estatal de incentivos para cidadãos e empresas que substituíssem seus carros e scooters a gasolina ou diesel por elétricos.
Até o final de 2025 foram substituídos 124.798 veículos, com uma redução acumulada de 529.212 toneladas de CO₂ equivalente. Em um país com 23 milhões de habitantes e mais de 14 milhões de scooters, o transporte rodoviário é um dos principais focos de poluição urbana.
Como funciona
O programa é gerido através de uma plataforma pública que conecta proprietários de veículos fósseis com projetos de substituição.
- Podem solicitá-lo maiores de 18 anos, residentes estrangeiros com permissão legal e empresas.
- Scooters: trocar uma moto a gasolina por uma elétrica concede pelo menos 3.300 NT$ (aprox. u$s112), somando incentivos por reciclagem, redução de poluição e compensação de carbono.
- Carros: substituir um diesel pequeno ou caminhão leve por elétrico pode gerar até 16.000 NT$ (aprox. u$s540). Em gasolina, a compensação máxima ronda os 13.000 NT$ (aprox. u$s540).
- Os incentivos são complementados com ajudas adicionais de ministérios e governos locais.

Impacto real
Um scooter elétrico custa cerca de 30.000 NT$ (aprox. u$s1.060), enquanto a ajuda máxima atinge os 16.000 NT$ (aprox. u$s540), quase metade do salário mínimo mensal (29.500 NT$). Isso torna o incentivo um fator decisivo para os usuários.
Além disso, Taiwan já contava com uma rede extensa de scooters elétricos, estações de carga e troca de baterias, o que facilitou a transição. O resultado: quase 125.000 veículos retirados em apenas três anos.
Incentivos na Argentina (2026)
A Argentina também promove a mobilidade elétrica com benefícios fiscais e regulatórios:
- Redução de tarifas de importação (DIE): híbridos e elétricos podem entrar com tarifas reduzidas de 0%, 2% ou 5%, dependendo da tecnologia e valor FOB.
- Isenções em CABA: carros elétricos estão isentos do pagamento de patentes; os híbridos têm reduções parciais.
- Pedágios e estacionamento: na Cidade Autônoma de Buenos Aires, os elétricos não pagam pedágio em rodovias e contam com estacionamento preferencial.
- Imposto interno reduzido: a taxa máxima sobre carros elétricos é de 1%, frente a percentagens muito maiores em veículos tradicionais.
- Incentivos à carga: são implementadas ajudas para instalar carregadores elétricos, com devoluções parciais do Ministério da Indústria.
- Cota de importação: até 50.000 unidades podem entrar sem tarifas.
O caso de Taiwan demonstra como uma combinação de infraestrutura e subsídios diretos pode acelerar a transição para a mobilidade elétrica.
Na Argentina, os benefícios fiscais e regulatórios buscam o mesmo objetivo, embora o principal desafio continue sendo ampliar a rede de carga e disponibilidade de modelos.



