O **Governo de Entre Ríos** obteve uma **vitória judicial sem precedentes** ao recuperar **5.245 hectares de terras fiscais** localizadas nas **Ilhas Lechiguanas**. Elas haviam sido **transferidas de forma irregular** entre 1979 e 1997, como parte de manobras iniciadas durante a última ditadura militar.
A justiça declara nulas as adjudicações privadas nas Ilhas Lechiguanas
A **Câmara em lo Contencioso Administrativo Nº1 de Paraná** aceitou a **ação de lesividade** apresentada pelo **Procurador do Estado, Julio Rodríguez Signes**. Declarou a **nulidade de decretos e contratos** que validavam as vendas para a empresa **Paraná Guazú SA** e terceiros compradores.
A sentença, emitida em **29 de julho**, estabelece que as **ilhas são bens do domínio público estatal**. Portanto, são **inalienáveis e imprescritíveis**, e somente uma **lei nacional** pode autorizar sua desafetação para permitir sua venda, o que **nunca ocorreu neste caso**.

Política de recuperação patrimonial e defesa ambiental
Esta decisão está inserida na **estratégia de regularização territorial** impulsionada pela gestão de **Rogelio Frigerio**. Está em conformidade com os princípios estabelecidos na **Constituição provincial reformada em 2008**.
“As ilhas são bens de todos os entrerrianos e nunca deveriam ter sido apropriadas de forma irregular”, afirmou Rodríguez Signes.
O funcionário antecipou que se continuará com o **levantamento e saneamento dominial** de outras **terras fiscais indevidamente transferidas ou exploradas**, com o objetivo de:
- Garantir a legalidade e a ordem territorial
- Reforçar a soberania ambiental sobre o território provincial
- Proteger o patrimônio público de Entre Ríos
Um precedente chave para a gestão de bens naturais
A sentença estabelece um **precedente judicial relevante** na defesa dos **recursos naturais e territórios estratégicos**, especialmente em áreas como as **Ilhas do Delta**. Lá, a pressão sobre o solo e a propriedade tem gerado conflitos históricos.
Este avanço reafirma o compromisso do Estado provincial com uma **gestão transparente e sustentável do território**. Abre a porta para **novas ações legais** para recuperar bens públicos que tenham sido **cedidos sem respaldo legal**.



