A Associação Contra o Maus-Tratos aos Animais (ACMA) lançou um pedido desesperado diante da iminente necessidade de transferir 130 cavalos resgatados que atualmente vivem em liberdade em um campo na cidade de Castelli, na província de Buenos Aires.
O contrato de aluguel vence no final do ano e, sem renovação, os animais deverão ser relocados antes de dezembro.
Dois campos, uma missão: salvar vidas
Claudia Larese, membro da diretoria da ACMA, explicou que a organização possui dois espaços alugados:
- Um destinado a cavalos recém-resgatados, que recebem atendimento veterinário urgente e acompanhamento diário. Lá são alojados animais idosos ou com deficiência.
- Outro, em Castelli, onde permanecem os equinos com alta médica, vivendo livres em várias hectares sob os cuidados de pessoal especializado.
O problema está neste segundo espaço, que deve ser desocupado. “Não nos renovam o contrato e precisamos conseguir um aluguel de entre 100 e 200 hectares na zona sul da província. Os custos em outras áreas da região metropolitana são impossíveis de arcar para a ONG”, destacou Larese.
Liberdade e cuidados permanentes
A missão da ACMA é clara: garantir que os cavalos “vivam em liberdade pelo resto de suas vidas”, com cuidados permanentes que incluem vacinação, desparasitação e atendimento veterinário.
“Nossa missão é que os cavalos estejam cuidados e atendidos porque não são cavalos selvagens. Cada dado pode mudar tudo”, enfatizou Larese.
A transferência dos animais implica um grande esforço econômico e logístico, o que agrava a urgência de encontrar um novo espaço.

O maus-tratos aos animais como problema social
A situação da ACMA evidencia a importância de combater o maus-tratos aos animais, um fenômeno que reflete a saúde de uma sociedade e que está vinculado a múltiplas problemáticas:
Impacto social e violência
- Indicador de violência: quem maltrata animais costuma mostrar falta de empatia para com as pessoas e maior propensão à violência social.
- Violência doméstica: o maus-tratos aos animais nos lares pode ser um indicador de violência familiar contra crianças e adultos.
- Comportamento infantil: crianças que maltratam animais costumam viver em ambientes disfuncionais, com consequências graves em seu desenvolvimento emocional.
Saúde e bem-estar público
- Risco sanitário: animais maltratados em condições insalubres podem se tornar focos de doenças zoonóticas e atrair pragas.
- Benefícios dos animais: os animais de estimação reduzem o estresse, melhoram a saúde cardiovascular e apoiam o desenvolvimento emocional das crianças.
Meio ambiente e biodiversidade
- Prejuízo à biodiversidade: a falta de cuidado com a fauna silvestre, somada à poluição e ao desmatamento, ameaça a sobrevivência das espécies.
- Responsabilidade dos proprietários: cuidar dos animais de estimação durante toda a sua vida é parte da luta contra os maus-tratos.
Responsabilidade coletiva e empatia social
A luta contra o maus-tratos aos animais é uma responsabilidade compartilhada que envolve tanto indivíduos quanto instituições e governos.
Promover o respeito aos animais é fundamental para construir uma sociedade mais compassiva, justa e segura, onde a violência contra os seres vivos não seja tolerada.
O caso da ACMA e seus 130 cavalos em risco de despejo reflete a necessidade de ações urgentes e solidárias para garantir a continuidade de projetos que resgatam e cuidam de animais vítimas de crueldade.
Ao mesmo tempo, lembra que o maus-tratos aos animais não é um problema isolado, mas um fenômeno que impacta na saúde pública, na segurança social e no equilíbrio ambiental.



