Nesta segunda-feira de manhã, a aparição de um capivara no Aeroparque gerou surpresa entre os transeuntes.
O animal adulto foi visto caminhando pela avenida Costanera Rafael Obligado ao 500, a poucos metros do Aeroporto Jorge Newbery.
Após o aviso das pessoas, finalmente pessoal da Defesa Civil compareceu ao local por volta das 8 da manhã para resgatar o exemplar.
Segundo informaram fontes oficiais, a capivara circulava pela zona do Aeroparque quando as testemunhas alertaram as autoridades.

O operativo de resgate e traslado da capivara solta no Aeroparque
O operativo foi montado rapidamente após os alertas dos transeuntes que presenciaram a capivara no Aeroparque.
Em primeiro lugar, a Polícia da Cidade recebeu as chamadas e coordenou com a Defesa Civil para capturar o animal de forma segura.
Após isso, as autoridades colocaram a capivara em segurança e a transportaram em uma gaiola especial de contenção.
Assim, passadas as 12 horas o animal chegou ao Ecoparque da Cidade de Buenos Aires, onde recebeu a assistência sanitária necessária. Agora, o exemplar se encontra em bom estado.
Vale destacar que o Ecoparque é o local mais próximo e adequado para esses operativos, já que atualmente funciona como um centro educativo para a conservação de espécies autóctones em perigo de extinção.
Lá, uma vez completado o traslado e os exames veterinários, finalmente liberaram a capivara encontrada no Aeroparque.

Contexto: a luta das capivaras contra a urbanização
A aparição da capivara no Aeroparque soma-se à intensificação do conflito entre os moradores de Nordelta e esses animais.
É que, na semana passada, seis capivaras foram sedadas, colocadas em gaiolas e retiradas do bairro privado.
Essa medida gerou tensão entre organizações ambientalistas que exigiram não remover os animais de seu habitat.
A esse respeito, um membro do grupo La Voz de los Carpinchos expressou: “Em vez de protegê-los, colocaram duas gaiolas armadilhas para capturá-los e transportá-los, arrancaram-nos de sua casa assim mesmo”.
Após isso, e em decorrência da denúncia de moradores e ONGs, uma decisão judicial finalmente determinou que as capivaras devem permanecer em Nordelta pelo menos até que seja realizado um Estudo de Impacto Ambiental completo.
O problema de fundo reside no fato de que o bairro bonaerense foi construído sobre pântanos, o habitat natural dessa espécie.
A partir disso, os desenvolvimentos imobiliários obrigaram as capivaras a conviver com a presença humana e edifícios.
Essa situação gera conflitos entre a fauna silvestre e os residentes da zona há anos, com propostas contra e a favor da espécie.
O caso da capivara no Aeroparque evidencia os desafios da convivência entre fauna autóctone e espaços urbanos.



