No âmbito do Mês Mundial do Meio Ambiente, o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Jujuy realizou uma nova ação de conservação ao liberar exemplares de fauna silvestre reabilitados.
Neste caso, tratou-se de um tatu-bola (Tolypeutes matacus) e várias tartarugas escorpião (Kinosternon scorpioides), também conhecidas como tartarugas de barro ou “frasquito”. Foi após a reabilitação no Centro de Atenção à Fauna Autóctone (CAFAJu).
A libertação ocorreu em zonas ribeirinhas do Rio San Francisco, próximas a Palma Sola, dentro da área de distribuição natural das espécies.
Reabilitação integral e monitoramento veterinário de fauna silvestre
Os animais chegaram ao CAFAJu em diferentes condições:
- O tatu-bola foi resgatado com necessidades clínicas específicas.
- As tartarugas estavam com baixo peso corporal e sinais de estresse ambiental.
Durante a estadia, foram submetidos a exames físicos completos sob anestesia, análises de sangue, avaliação fecal e um plano nutricional específico para restabelecer sua saúde, conforme detalhado pela diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, Malvina Quintana.
“Implementamos protocolos rigorosos para garantir que os exemplares estivessem aptos a retornar à natureza, sem riscos sanitários para outras espécies”, destacou.
Uma ação alinhada com acordos internacionais de biodiversidade
A secretária de Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, Ana Rodríguez, valorizou a ação como parte do compromisso assumido pela província após a última COP de Biodiversidade na Colômbia, onde a ONU instou a trabalhar pela “paz com a natureza”. “Em Jujuy, estamos assumindo esse desafio com ações concretas”, afirmou.
Também destacou o papel do Ministério na luta contra o tráfico ilegal, a domesticação, a caça furtiva e a posse proibida de fauna silvestre, todas práticas sancionadas por lei e que afetam gravemente espécies vulneráveis.
Espécies ameaçadas: valor ecológico e urgência de proteção
- O tatu-bola está classificado como “quase ameaçado”.
- As tartarugas escorpião, por sua vez, são classificadas como espécies de estado pouco conhecido, o que reforça a necessidade de monitoramento e preservação.
O local de libertação foi cuidadosamente selecionado por sua qualidade ambiental e condições ótimas para a subsistência e adaptação desses exemplares.
Conservar é agir
Do Ministério, destacaram que esse tipo de ações faz parte de uma política ativa e sustentada de conservação: a recuperação, reabilitação e reintegração da fauna silvestre nativa é uma prioridade provincial ligada à defesa dos ecossistemas naturais.



