Foi realizado o resgate de fauna silvestre de cinco macacos que estavam trancados em uma caixa envolta em fita durante as tarefas de patrulhamento na província de Salta.
A situação foi percebida por pessoal da Gendarmeria Nacional perto de Puerto Chalanas, um ponto estratégico onde a vigilância territorial conseguiu deter o transporte dos exemplares antes que continuassem seu trajeto.
Esta detecção resultou na proteção imediata dos animais e no início de uma intervenção judicial por uma possível violação às leis de fauna silvestre.
A operação foi executada por membros da Seção “Agua Blanca”, pertencente ao Esquadrão 20 “Orán”.

Resgate de fauna silvestre
Os efetivos realizavam um percurso a pé quando avistaram um indivíduo que carregava a caixa.
Cabe destacar que não foi produto de uma barreira veicular nem de uma inspeção programada, mas sim de uma observação direta durante as tarefas de vigilância, o que destaca a importância do patrulhamento preventivo em zonas críticas para o tráfico de espécies.
Ao proceder com a inspeção do volume, os agentes confirmaram que em seu interior havia cinco exemplares vivos. Os relatórios oficiais detalharam que se tratava das espécies Sapajus nigritus (macaco cai) e Callithrix spp. (macaco tití).
O fato de encontrar ambas as espécies juntas evidenciou que se tratava de um transporte irregular de animais silvestres e não de um incidente doméstico fortuito.
Após a descoberta, as ações se focaram tanto na situação legal do portador quanto na preservação dos exemplares.
Os macacos foram colocados sob custódia e mobilizados para minimizar riscos à sua saúde, seguindo os protocolos legais. Por sua vez, o indivíduo implicado foi levado à Subunidade para completar os trâmites correspondentes.
O caso foi enquadrado sob uma infração à Lei 22.421 de Fauna Silvestre, legislação que protege os animais e penaliza sua captura, transporte ou comércio ilegal.
Embora o evento possa parecer um fato isolado, o marco jurídico o situa dentro do complexo problema do tráfico ilegal de espécies, permitindo que se inicie uma investigação formal além do simples resgate.
A Unidade Fiscal Descentralizada de Orán assumiu o comando da intervenção judicial e ditou as diretrizes a seguir.
Foi ordenado que os animais fossem entregues à Fundação Protetora de Animais “Patitas en la Calle”, organização encarregada de seu cuidado e de gerir sua futura reinserção no habitat natural. Este passo vinculou o trabalho de segurança com uma instância de assistência especializada.
O enfoque na reinserção é fundamental, pois transcende o sequestro dos exemplares para priorizar sua recuperação.
Os macacos não foram apenas extraídos de uma condição de transporte inadequada, mas também lhes foi atribuído um espaço profissional para avaliar quando poderão voltar à natureza. Isso demonstra que a intervenção do Estado não terminou na sanção, mas em assegurar uma proteção real para a fauna afetada.
Finalmente, o local da operação fornece contexto sobre a efetividade dos controles. Puerto Chalanas é uma área de fluxo constante de pessoas e bens que requer vigilância contínua.
Neste cenário, o patrulhamento a pé foi crucial para notar uma manobra de ocultamento (macacos em uma caixa selada) que poderia ter sido omitida em outros contextos fronteiriços.



