Como parte de um plano integral de monitoramento da qualidade do ar em Gualeguaychú, a Prefeitura, por meio da Subsecretaria de Meio Ambiente, dá um passo adiante com ações concretas.
Será a primeira cidade de Entre Ríos a implementar um plano desse tipo, e começarão com a instalação de sensores estratégicos que medirão indicadores-chave.
Este programa histórico permitirá obter dados precisos e permanentes para proteger a saúde pública e o meio ambiente.
Qualidade do ar em Gualeguaychú: o projeto e o primeiro passo com os sensores
A partir de 21 de setembro, o governo municipal iniciará o sistema com a instalação de seis sensores estratégicos em pontos-chave, como o Parque Industrial, o Barrio Don Pedro e o centro da cidade.

O monitoramento será realizado pelo Laboratório de Estudos Atmosféricos do INQUINOA (CONICET – UNT) durante seis meses. A campanha tem como objetivo principal estabelecer uma linha de base das condições atmosféricas e dos contaminantes mais relevantes. Os dados coletados, segundo informaram, servirão para:
- Detectar eventos críticos de contaminação
- Desenhar estratégias preventivas e corretivas
- Impulsionar políticas públicas e privadas que promovam a mudança
O plano inclui o uso de sensores em tempo real para medir compostos gasosos e material particulado, complementado com análises laboratoriais.
Além disso, entre os próximos passos, instalarão uma estação meteorológica automática de alta precisão. Esta registrará parâmetros climáticos, o que permitirá gerar informação confiável e valiosa para a gestão ambiental e o ordenamento territorial da cidade.
A importância da qualidade do ar e a relação da contaminação com o câncer de pulmão
O câncer de pulmão é a principal causa de incidência e mortalidade por esta doença no mundo. Nos últimos anos, os padrões de subtipos mudaram significativamente e foi demonstrada uma relação entre a contaminação do ar e esta condição.
Em 2022, foram diagnosticados 2,5 milhões de casos de câncer de pulmão, correspondendo a uma taxa de incidência anual de 23,6 casos por cada 100.000 pessoas.
Segundo a Agência, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), os padrões deste tipo de câncer mudaram consideravelmente nas últimas décadas.
A importância de medir a qualidade do ar.
A entidade explicou que as mudanças na fabricação de cigarros e nos padrões de consumo de tabaco nas últimas décadas influenciaram as tendências de incidência do câncer de pulmão por subtipo.
Além disso, indicou que há cada vez mais evidências de que existe uma ligação causal entre a contaminação ambiental por material particulado e um maior risco de adenocarcinoma.



