Num mundo que enfrenta desafios crescentes devido às mudanças climáticas, a segurança alimentar e a perda de biodiversidade, falar sobre pescaria sustentável e economia azul se torna uma urgência.
Trata-se de um modelo alinhado com iniciativas globais como a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC 2025) que será realizada em Nice de 9 a 13 de junho.
Promove o uso sustentável dos recursos marinhos para o desenvolvimento econômico, o bem-estar social e a conservação ambiental.
Pesca sustentável: o que é economia azul
A economia azul, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), busca maximizar os benefícios econômicos dos oceanos sem comprometer sua saúde.
Isso inclui atividades como pesca, turismo costeiro, aquicultura, transporte marítimo e biotecnologia marinha.
O que é economia azul.
No entanto, seu foco vai além do crescimento econômico: promove um equilíbrio entre produtividade, equidade social e sustentabilidade.
Esse princípio é refletido nos preparativos da UNOC 2025, que enfatiza a necessidade de integrar governos, setor privado e comunidades locais em estratégias que garantam a resiliência oceânica e a justiça climática.
Alimentos azuis: nutritivos, sustentáveis e subvalorizados
Os alimentos azuis —peixes, frutos do mar, moluscos, algas e outros produtos aquáticos— representam uma das fontes de proteína mais eficientes e sustentáveis do planeta.
Em linha com a UNOC 2025, que busca ampliar soluções baseadas na ciência e na tradição local, o México tem a oportunidade de posicionar seus alimentos azuis como modelos de sustentabilidade.
Espécies como camarão, atum, sardinha ou ostra não só fazem parte do patrimônio gastronômico nacional, mas sua produção responsável pode reduzir a pressão sobre os ecossistemas marinhos, conforme demanda a agenda global de conservação.
Pesca artesanal: o coração social da economia azul
Segundo a FAO, mais de 90% das pessoas que dependem da pesca em nível global pertencem à pesca em pequena escala.
A pesca artesanal, quando gerida adequadamente, tem um impacto ambiental menor do que a pesca industrial e mantém práticas tradicionais que respeitam os ciclos naturais e a ligação com suas comunidades.
Por que apoiar iniciativas como Pesca com Futuro?
“Na Pesca com Futuro, trabalhamos para conectar os consumidores com produtos aquáticos sustentáveis, empoderar as comunidades costeiras e de águas interiores, para criar consciência sobre o valor de nossos oceanos“, explicaram na organização.
pesca sustentável
“Somos uma doadora autorizada, o que permite a empresas, fundações e cidadãos comprometidos deduzir impostos ao mesmo tempo que contribuem para um modelo alimentar mais justo e resiliente“, acrescentaram.
Investir na economia azul não é apenas uma aposta ambiental: é uma decisão estratégica para o futuro do México. Fortalecer a pesca e a aquicultura artesanal e promover o consumo responsável de alimentos azuis nos leva a um oceano mais saudável, uma sociedade mais equitativa e um país com visão de longo prazo.



