Vitória histórica para Chivilcoy: Suprema Corte decide a favor do direito à água potável sem arsênio.

Que reconheçam o direito à **água potável sem arsênico**, levou uma década de **luta** e a persistência dos vizinhos rendeu seus **frutos**.

Em uma decisão transcendental, a **Suprema Corte de Justiça da Província de Buenos Aires** rejeitou de forma definitiva a queixa apresentada pela Aguas Bonaerenses S.A. (ABSA), **ratificando assim a obrigação indispensável da empresa de garantir aos moradores de Chivilcoy o acesso a [água potável](https://noticiasambientales.com/medio-ambiente/crisis-invisible-millones-de-argentinos-consumen-agua-con-arsenico-por-encima-de-los-niveles-recomendados/) com um teor de arsênico inferior a 10 µg/L**, conforme exigido pelo Código Alimentar Argentino. Esta decisão marca um marco crucial na defesa do direito humano à água segura.

Uma década de conflito: a luta pelo acesso à água potável sem arsênico

O conflito que culminou nesta **sentença histórica** começou há mais de dez anos. Foi nesse momento que um grupo de vizinhos de **Chivilcoy**, preocupados com a [**qualidade** do abastecimento](https://noticiasambientales.com/medio-ambiente/confirmado-la-presencia-de-metales-en-canerias-metalicas-compromete-la-calidad-del-agua-potable/), apresentaram um **recurso de amparo** exigindo que lhes fosse garantida água segura e **apta para o consumo humano**.

[![ABSA](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/07/absa-chivilcoy-300×200.jpg)](https://noticiasambientales.com/wp-content/uploads/2025/07/absa-chivilcoy.jpg)

Em sua defesa, a [**ABSA**](https://www.aguasbonaerenses.com.ar/) recorreu a uma **antiga normativa provincial que permitia até 50 µg/L de arsênico**, um número que excedia amplamente os limites estabelecidos pela legislação nacional e as **recomendações de organismos internacionais**.

A **justiça**, em suas instâncias anteriores, já havia dado razão à comunidade, primeiro em **primeira instância** e depois em **segunda instância**.

Agora, com a rejeição do **recurso extraordinário** apresentado pela ABSA ao tribunal máximo provincial, a sentença se tornou **firme e inalterável**.

Isso significa que a empresa não tem mais alternativas legais e deverá proceder urgentemente à **construção de uma planta de osmose reversa** e, além disso, **melhorar o serviço de abastecimento** de água de forma abrangente e imediata na localidade.

[![Agua potable y segura](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/07/agua-potable-y-segura-300×175.jpg)](https://noticiasambientales.com/wp-content/uploads/2025/07/agua-potable-y-segura.jpg)

Um precedente fundamental para toda a província e a vigilância do OCABA

Esta decisão não só representa uma vitória contundente para **Chivilcoy**, mas estabelece um **precedente histórico de enorme importância para toda a província de Buenos Aires**.

Ao reafirmar que o **direito humano à água potável sem arsênico prevalece sobre qualquer interesse econômico ou normativa inferior**, a Suprema Corte envia uma mensagem clara e contundente sobre a [prioridade da **saúde pública** e do **bem-estar** dos cidadãos](https://noticiasambientales.com/medio-ambiente/arsenico-en-el-agua-medidas-cautelares-ante-un-reclamo-de-vecinos/).

Adicionalmente, a sentença impõe uma obrigação fundamental ao **Organismo de Controle da Água (OCABA)**: ele deverá realizar **controles bimestrais e absolutamente transparentes** sobre a qualidade da água em Chivilcoy, garantindo assim uma fiscalização constante e acessível ao público.

Esta medida busca assegurar a continuidade do cumprimento da legislação e a **proteção da população**.

A periculosidade das águas subterrâneas e o respaldo científico

Tanto a ABSA quanto o Governo da Província de Buenos Aires alegavam que um valor de **50 microgramas por litro de arsênico na água representaria um parâmetro seguro** para o consumo.

No entanto, essa posição foi categoricamente **refutada pela evidência científica e pelas recomendações internacionais**.

A sentença da Suprema Corte baseia-se em pareceres sólidos de **entidades de pesquisa, acadêmicas e de saúde de reconhecido prestígio**, como a Faculdade de Bioquímica da Universidade de Buenos Aires, o CONICET e o Hospital de Niños de La Plata, cujos relatórios foram incorporados e avaliados nos processos judiciais.

Esses organismos endossam de forma unânime que o **limite** seguro de água potável sem arsênico é de 10 µg/L.

A gravidade da situação é acentuada ao considerar os dados revelados pelo **Mapa do Arsênico na Argentina**, que está sendo elaborado pelo Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA).

[![Agua potable sin arsénico](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/07/agua-potable-segura-300×169.jpg)](https://noticiasambientales.com/wp-content/uploads/2025/07/agua-potable-segura.jpg)

Este estudo preliminar já mostra que os **níveis de arsênico na água subterrânea em uma vasta região do interior bonaerense apresentam uma média alarmante, oscilando entre 75 e 370 microgramas por litro**.

Esses números superam em muito não apenas o valor determinado pela Suprema Corte (10 µg/L) e o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o estado da ciência, mas também **excedem o valor de referência** de 50 µg/L pretendido pela ABSA e pelas autoridades provinciais.

Essa vitória judicial em **Chivilcoy** de garantir água potável sem arsênico não apenas garante um direito fundamental para seus habitantes, mas também evidencia a urgente necessidade de revisar e adequar as **políticas hídricas** em toda a província de Buenos Aires para garantir que nenhum cidadão tenha que enfrentar o **risco de consumir água com níveis perigosos de arsênico**.

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