Diante da crise global pela contaminação invisível dos microplásticos, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista descobriram uma alternativa promissora: as sementes da planta Moringa oleifera.
Este recurso natural, acessível e biodegradável, se posiciona como uma ferramenta chave para melhorar a qualidade da água sem recorrer a processos industriais complexos.
Como esta planta consegue limpar a água?
O método utiliza um processo de coagulação natural. Dado que os microplásticos possuem carga negativa e se repelem entre si, o extrato de moringa atua neutralizando essa carga. Isso permite que as partículas se agrupem em pequenas massas, facilitando sua retenção por meio de filtros convencionais.
Resultados em comparação com métodos tradicionais
Os cientistas compararam a eficácia da moringa com o sulfato de alumínio, o coagulante industrial mais comum. Os resultados foram contundentes:
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Eficácia comparável: Ambos os métodos alcançam níveis similares de eliminação.
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Superioridade em condições específicas: Em águas com maior nível de alcalinidade, o extrato natural mostrou um desempenho ainda melhor que os compostos químicos.
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Sustentabilidade: Por ser um produto biodegradável, não gera resíduos persistentes nem impacto ambiental negativo.
Um impacto positivo para comunidades descentralizadas
O maior potencial deste método reside em sua simplicidade e baixo custo. Sendo uma planta que cresce facilmente em zonas tropicais, seu uso é ideal para comunidades rurais ou regiões com recursos limitados.
Esta descoberta propõe uma mudança de paradigma no tratamento de água: menos dependência da indústria química e uma maior aposta na biotecnologia natural disponível, demonstrando que a solução para grandes problemas ambientais pode ser encontrada, muitas vezes, nos recursos que a própria natureza nos oferece.





