Chile e Noruega consolidaram seu compromisso com a pesquisa e a conservação da Antártida com um Memorando de Entendimento. Isso foi feito durante a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, realizada em Nice, França.
A cerimônia contou com a presença do chanceler chileno Alberto van Klaveren e do ministro norueguês do Desenvolvimento Internacional Åsmund Grøver.
Ambos destacaram que “reforçar nossos laços históricos e reafirmar nosso compromisso em defender a Antártida como reserva natural dedicada à paz e à ciência” representa um passo decisivo.
Conservação da Antártida: os principais objetivos do acordo
O compromisso do Chile e da Noruega.
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Fortalecer o Sistema do Tratado Antártico (STA) e seu quadro de cooperação internacional.
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Potencializar a participação ativa nas reuniões consultivas do STA e da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCRVMA).
- Consolidar um diálogo bilateral permanente, por meio de reuniões presenciais ou virtuais entre instituições técnicas de ambos os países.
- Impulsionar a ciência antártica e subantártica, focando nas mudanças climáticas, processos ecossistêmicos, e colaboração logística, tecnológica e operacional.
- Impulsionar a aplicação do Código Polar no oceano Austral, promovendo troca de informações e seminários conjuntos de especialistas.
Um passo chave para a ciência e conservação
A aliança fortalece a colaboração científica estratégica, ao combinar recursos humanos, infraestrutura de pesquisa e logística de ambos os países.
Isso reforça as capacidades nacionais para monitorar mudanças ambientais, promover inovação polar e contribuir para o conhecimento global sobre a Antártida.
Além disso, fortalece o compromisso com iniciativas multilaterais como a CCRVMA, voltadas para a proteção dos recursos marinhos e da biodiversidade antártica.
Este acordo se soma a esforços anteriores, como as colaborações diplomáticas no STA e ações do Instituto Antártico Chileno (INACH), que em 2024 celebrou 60 anos com projetos científicos internacionais importantes.
Produção hidropônica: o trabalho do INTA na Antártida
O continente branco é objeto de pesquisas e ciência aplicada em muitos aspectos. Um exemplo são os Módulos Antárticos de Produção Hidropônica (MAPHI).
Que, desde 2017, permitiram a produção de hortaliças de folha no continente branco, marcando um antes e um depois para as bases antárticas argentinas.
Este projeto, impulsionado pelo INTA, o Comando Conjunto Antártico (COCOANTAR) e a Universidade Nacional da Patagônia Austral, transformou a qualidade de vida daqueles que trabalham nas bases Marambio, Esperanza e Belgrano 2.
A Antártida como centro de ciência.
Liderado por Jorge Birgi do INTA Santa Cruz. Foram adaptados materiais tecnológicos para permitir a produção em condições extremas.
Seu impacto afeta diretamente a produção de alimentos frescos como rúcula e alface na Antártida, proporcionando uma melhoria significativa na qualidade de vida de cientistas e pessoal que realizam atividades de soberania.



