Especialistas do INGV descobrem um novo cratera e supervisionam o avanço da lava que se dirige para o sul, sem que tenha sido informada de atividade sísmica de importância.
O vulcão Etna na Itália, cuja erupção começou em 2 de junho passado, formou uma nova boca eruptiva em seu flanco sul.
A partir desta nova abertura com o novo cratera, localizada a uma altitude de aproximadamente 3.000 metros, um fluxo de lava se desloca em direção sul, conforme comunicado pelos especialistas do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV).
Apesar da presença de magma, não foram detectados tremores sísmicos significativos nem a expulsão de cinzas que pudessem interferir no tráfego aéreo.
No entanto, como medida de precaução, as autoridades estabeleceram um alerta de nível laranja para os aeroportos da região, como o de Catânia, que até o momento continua operando normalmente.
Os técnicos do INGV mantêm uma vigilância constante sobre a atividade do vulcão e do novo cratera, realizando análises no terreno para avaliar como o fenômeno está evoluindo e garantir a proteção na área. Tanto a população local quanto os turistas permanecem alertas a qualquer possível mudança, embora por enquanto a situação seja considerada estável dentro da fase eruptiva que começou no início de junho.
O vulcão Etna continua em erupção: quais consequências pode trazer
O vulcão Etna, localizado na ilha italiana de Sicília, continua em erupção. Está expelindo lava por uma fissura na encosta sul do cratera chamado Bocca Nuova, que contrasta com a neve ao redor da formação.
Os vulcanologistas buscam transmitir tranquilidade aos sicilianos ao assegurar que a erupção atual é do tipo subterminal. O que isso significa e o que deve ser levado em consideração.
O vulcão Etna, em erupção: o que é preciso saber
O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Catânia localizou a emissão de lava a uma altitude estimada de quase 3000 metros acima do nível do mar, entre a base do cratera Bocca Nuova e o cratera sudeste.
Segundo o observatório do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, não foram registradas alterações particulares nos parâmetros do vulcão.
Nesse sentido, buscaram transmitir tranquilidade aos sicilianos. Conforme informaram, a erupção atual é do tipo subterminal, ou seja, que provém de uma fratura e não de um dos crateras principais.
Como é o Etna
É o vulcão mais alto da Europa e acredita-se que tenha o histórico documentado de erupções mais longas entre todos os vulcões, com registros que remontam a 425 a.C.
Segundo dados da Agência Espacial Europeia (ESA), tem um volume de pelo menos 350 quilômetros e é um dos vulcões mais ativos (ou seja, produtivo em erupções) da Terra.
O Etna tem uma altitude de aproximadamente 3330 metros, que varia algumas dezenas de metros, dependendo de sua atividade, e está cercado por áreas povoadas. A cidade de Catânia está localizada ao sul.
A base inferior do vulcão continental tem uma base de aproximadamente 60 por 40 quilômetros e uma altura de cerca de 2900 metros.
A antiga atividade do Etna
O vulcanismo começou há 300.000 anos ao sudoeste da cúpula atual, antes que a atividade se deslocasse para o centro atual há cerca de 170.000 anos.
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